Prefeito do Rio se reuniu ontem com secretários, depois de voltar de viagem à Europa, e defende que sistema de drenagem realizou trabalho satisfatório

Imagem mostra alagamento no bairro do Maracanã, próximo à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj)
Reprodução/Twitter
Imagem mostra alagamento no bairro do Maracanã, próximo à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj)

O prefeito do Rio de Janeiro , Marcelo Crivella (PRB), afirmou no sábado (17), depois de se reunir com equipe do governo municipal, que o “sistema de drenagem da cidade conseguiu suportar o volume enorme de chuva, sem precedentes nos últimos 100 anos”. Quatro pessoas morreram por causa do forte temporal que atingiu a cidade na última quinta-feira (15). Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Crivella , que estava em viagem à Europa durante o incidente, avaliou – em nota divulgada pela prefeitura do Rio de Janeiro – que os secretários de seu governo realizaram um trabalho “heroico”, ainda apontando um “espírito público e coragem por parte dos servidores”.

“Os reservatórios da zona norte não chegaram a transbordar, e foi satisfatório. No dia seguinte, de manhã, na Fazenda Botafogo, a drenagem conseguiu que as águas tivesse um nível muito menor. Na zona oeste, no Jardim Maravilha, houve um tempo de escoamento maior, devido ao bairro estar abaixo no nível do mar, numa chuva que há décadas não caía sobre o Rio”, defendeu.

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Das quatro vítimas fatais da chuva na cidade, duas estavam em casa em Quintino quando foram atingidas por um deslizamento. A terceira vítima era um policial militar, que estava em Realengo quando uma árvore caiu sobre seu carro e o matou. E a quarta era um adolescente de Cascadura.

O prefeito lamentou as mortes, ressaltando que sua equipe deverá atender “com o máximo de prontidão às necessidades da população mais afetada pela chuva”.

"Viagem cansativa"

Ainda em nota à imprensa, o prefeito disse que a viagem à Europa foi “cansativa”. Ele esteve ausente por alguns dias, durante o feriado de Carnaval , sendo que, neste período, o Rio passou por dias caóticos de violência e mortes, inclusive com a intervenção militar na segurança do estado decretada pelo governo federal.

Visita de Crivella à Agência Espacial Europeia causou constrangimento:
Reprodução/Facebook Marcelo Crivella
Visita de Crivella à Agência Espacial Europeia causou constrangimento: "badalação", disse funcionário

“Fui à Europa em uma viagem cansativa porque precisamos de mais informações. O Centro de Operações do Rio (COR) tem câmeras ligadas pela cidade, mas não sabemos, por exemplo, o que acontece nas comunidades carentes. Se colocarmos câmeras lá, serão alvejadas. Fomos a esses países conhecer seus drones, que são equipamentos que podem, de uma altura que não serão derrubados pelo crime organizado, nos dar informação de onde está o crime e como está se desenvolvendo”, afirmou o prefeito.

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Crivella não deu detalhes sobre a viagem aos países europeus em pleno feriado, e o Ministério Público do Estado (MP-RJ) informou que abriu uma investigação para apurar se os gastos do prefeito e da comitiva que o acompanhou são justificáveis. A prefeitura afirmou que irá prestar esclarecimentos.

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