Polícia Militar negou que tivesse feito uma operação policial naquela comunidade na hora em que o menino foi atingido; ele estava com o pai

Fachada do Centro de Trauma do Hospital estadual Alberto Torres, para onde o menino foi levado
Divulgação/Secretaria da Saúde
Fachada do Centro de Trauma do Hospital estadual Alberto Torres, para onde o menino foi levado

Um menino de quatro anos foi baleado na noite desta quarta-feira (7), na comunidade da Linha, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. A criança estava com o pai na rua, indo para a igreja do bairro, quando foi atingida.

O menino foi socorrido e levado ao Hospital Estadual Alberto Torres, localizado no mesmo município, no bairro de Colubandê. A Polícia Militar negou que tivesse feito uma operação policial naquela comunidade na hora em que a vítima foi atingida.

De acordo com a unidade de saúde, a vítima, João Pedro Soares da Costa, está internada em estado grave. O garoto já foi operado e está no CTI pediátrico da unidade de saúde.

Crianças vítimas da violência no Rio de Janeiro

Em apenas dois dias, duas crianças morreram vítimas de tiros de balas perdidas no Rio de Janeiro. A menina Emily Sofia Neves, de 3 anos, foi atingida durante uma tentativa de assalto na madrugada desta terça-feira (7) em Anchieta, na zona norte da cidade. Ela morreu e foi enterrada no cemitário de Sulacap.

Emily morreu poucas horas antes da segunda vítima fatal da violência no Rio. O menino Jeremias Moraes da Silva, de 13 anos, foi morto durante uma operação policial no conjunto de favelas da Maré, também na zona norte da cidade. Ele levou um tiro no peito.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o adolescente já chegou ao hospital sem vida. Pelas redes sociais, moradores da comunidade relataram momentos de pânico nessa terça. Segundo eles, o tiroteio foi constante por lá desde o começo da manhã daquele dia. 

O crime que levou à morte de Jeremias ocorreu durante um tiroteio entre policiais e traficantes na região. As primeiras informações revelam que Jeremias ia para a casa de um amigo, naquele momento. O menino era conhecido como um pequeno craque de futebol da comunidade. 

* Com informações da Agência Brasil.

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