Comunidade amanheceu em meio a um novo tiroteio; mais de 300 agentes participam da ação, que conta com o reforço de delegacias especializadas

Corpo do delegado foi encontrado em porta-malas do seu carro; para Polícia, ele foi morto por criminosos do Jacarezinho
Reprodução/Globonews
Corpo do delegado foi encontrado em porta-malas do seu carro; para Polícia, ele foi morto por criminosos do Jacarezinho

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, desde as primeiras horas desta terça-feira (30), uma megaoperação no Jacarezinho, zona Norte da capital fluminense. A ação visa cumprir mandados de prisão contra traficantes de drogas e suspeitos de envolvimento na morte do delegado Fábio Monteiro, assassinado no dia 12 de janeiro deste ano, na comunidade. 

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Logo cedo, foi registrado um tiroteio no Jacarezinho , num confronto entre os policiais e os traficantes. Três suspeitos foram mortos e outros sete foram presos.

Participam da ação, que começou às 6h30 de hoje, mais de 300 agentes. A operação conta com o reforço de equipes especializadas como a Divisão de Homicídios (DH) e a Delegacia do Combate às Drogas (Dcod).

Além da operação terrestre, o espaço aéreo do Rio de Janeiro está fechado para o tráfego de helicópteros e aeronaves. Apesar da restrição, os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim operavam normalmente no início do dia.

Morte do delegado 

No último dia 12, uma sexta-feira, Fábio Monteiro, que trabalhava na Central de Garantias, na Cidade da Polícia , saiu para almoçar e não retornou. Seu corpo foi encontrado poucas horas depois no porta-malas de seu carro a cerca de dois quilômetros do local de trabalho.

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A Justiça do Rio decretou, no dia seguinte, a prisão de Wendel Luis Silvestre, suspeito de matar o delegado. A polícia acredita que tenha outros criminosos da comunidade envolvidos no assassinato.

O secretário de Segurança do Rio não confirmou se o delegado foi morto por ter sido reconhecido como policial. "Alguns latrocínios são praticados contra cidadãos que estão com o bem, e alguém mata roubar. Ele era um cidadão policial. Então, a investigação ainda vai, após prender o Wendel e outros criminosos, concluir por que motivo ele foi morto", afirmou.

Sá reiterou que a polícia "não descarta nenhuma hipótese mas ainda não afirma se ele faleceu em virtude de ser policial ou não". O corpo do delegado morto no Jacarezinho foi velado na Academia de Polícia (Acadepol), onde também atuava como professor de direito penal, e foi sepultado no Mausoléu da Polícia Civil, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.

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* Com informações da Agência Brasil.

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