Para Jungmann e o governador do Rio, não há necessidade empregar militares para auxiliar no patrulhamento da cidade durante o evento

Gabriel Santos/ Riotur - 08.02.16
"Empregar militares no patrulhamento do carnaval do Rio geraria questionamento de outras cidades", diz ministro

O Ministério da Defesa e o Governo do Rio de Janeiro informaram que a atuação de militares das Forças Armadas no policiamento ostensivo do Rio de Janeiro durante o carnaval não será liberada. O ministro Raul Jungmann e o governador Luiz Fernando Pezão participaram nesta sexta-feira (12) de uma reunião sobre o plano integrado de segurança e afirmaram que não há necessidade de recorrer à medida, defendida na quinta-feira  (11) pelo prefeito do Rio de Janeiro , Marcelo Crivella.

"Existe um plano de segurança nosso que sempre funcionou no carnaval . Não vamos pedir Forças Armadas", disse Pezão, que comparou o evento com o Réveillon, que foi patrulhado sem reforço de militares. "Acho que não precisa. Sempre fizemos o evento com os nossos policiais."

O ministro da Defesa concordou com a avaliação de Pezão e disse que a melhora na capacidade de pagamento salarial e de reposição de efetivo no governo do estado afasta essa necessidade. "Não há descontrole, não há desordem. O governo do estado enfrentou grandes eventos recentemente sem precisar de Forças Armadas."

Jungmann ainda acrescentou que empregar militares no patrulhamento do Rio geraria questionamento de outras cidades com grandes carnavais, como Recife e Salvador. "Se eu desse aqui e negasse a elas, os prefeitos de outras capitais poderiam dizer: 'Quem não gosta de frevo, bom ministro não é'", disse Jungmann, ao fazer uma referência a uma frase de Crivella. O prefeito afirmou na quinta-feira que "quem não gosta de samba, bom prefeito não é".

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Esquema para o feriado

Na apresentação da agenda do evento no Rio de Janeiro, na manhã de quinta-feira, o prefeito "fez um apelo" ao governo federal para empregar tropas federais no policiamento da cidade. O presidente da Riotur, Marcelo Alves, acompanhou o pedido do prefeito e disse que a presença das Forças Armadas era fundamental.

Além do pedido, o prefeito anunciou também que o evento deve contar pela primeira vez com o apoio de uma empresa de segurança privada. De acordo com a prefeitura, serão 3.375 agentes nas ruas.

A contratação do serviço, disseram Crivella e Alves, se dará por meio de licitação. Os agentes irão trabalhar desarmados e prestarão auxílio à Polícia Militar e à Guarda Municipal.

A prefeitura também divulgou números e expectativas para as festas de 2018. A cidade aguarda seis milhões de pessoas nos blocos de rua e desfiles das escolas de samba – apenas no Sambódromo são aguardados 500 mil foliões.

Deste total, ao menos 1,5 milhão será de turistas. Assim, espera-se que a taxa de ocupação dos hotéis atinja 90%. De acordo com projeção da Fundação Getúlio Vargas, o evento deve injetar R$3,5 bilhões na economia carioca.

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Além do público recorde, disse Marcelo Alves, neste ano o carnaval captou o maior montante em patrocínios na história do evento. Foram R$38,5 milhões, que serão usados, entre outros, para custear câmeras de videomonitoramento que serão espalhadas por locais de grande movimentação.

* Com informações da Agência Brasil

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