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Policiais civis retomaram atividade após três semanas de paralisação; PMs ainda dependem da assinatura de acordo para voltar a fazer patrulhamento

Polícia Civil do Rio Grande do Norte retomou atividades após três semanas de paralisação
SESED/ASSECOM
Polícia Civil do Rio Grande do Norte retomou atividades após três semanas de paralisação

As delegacias de polícia de Natal e região metropolitana reabriram as portas nesta quarta-feira (10) após o fim da paralisação dos policiais civis do Rio Grande do Norte , que durou três semanas. Já os policiais militares, que também aceitaram encerrar a greve nessa terça-feira (9), ainda não retomaram as atividades. A categoria ainda depende da assinatura do termo de acordo firmado com o governo do estado, etapa que deve ser cumprida ainda hoje.

O governador Robinson Faria (PSD) prometeu aos agentes de segurança que irá pagar os salários referentes ao mês de dezembro até a próxima sexta-feira (12). Em dificuldades financeiras, o governo do Rio Grande do Norte esperava contar com apoio do Executivo federal para regularizar o pagamento dos salários de servidores, mas o repasse foi vetado. Agora, o governador deseja levar a votação um pacote anticrise na Assembleia Legislativa do estado.

Faria se reuniu nessa terça-feira com deputados estaduais para cobrar a votação e aprovação de projetos de recuperação fiscal, um pacote semelhante ao que foi votado no Rio de Janeiro no ano passado e que é exigência do governo federal para conceder socorro financeiro aos estados. Em declaração ao site oficial do governo potiguar, Faria disse que o projeto batizado de "RN Urgente" deve começar a ser votado já nessa quinta-feira (11).

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Histórico da greve no RN

A região metropolitana de Natal conviveu com cenário de intensa violência nas últimas semanas devido à greve dos agentes de segurança, que chegou a contar em seu início com o apoio dos agentes penitenciários. Muitas lojas tiveram suas portas arrombadas e foram saqueadas nesse período, que registrou ainda arrastões e roubos e furtos de veículos.

A paralisação foi declarada ilegal por decisão da Justiça, mas os agentes mantiveram a greve ainda assim. Frente à desobediência dos policiais, o desembargador Claudio Santos, do Tribunal de Justiça do RN, chegou a  determinar a prisão de policiais militares e civis e do que incentivassem a continuidade da paralisação.

Por conta da escalada na violência, o Ministério da Defesa autorizou o envio de policiais da Força Nacional para fazer o patrulhamento na região metropolitana de Natal. No fim de dezembro, o presidente Michel Temer também liberou o envio de 2 mil soldados das Forças Armadas ao Rio Grande do Norte .