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Tribunal de Justiça deve encaminhar documento para conselho com informações sobre a situação do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia; rebelião teve nove mortes e ao menos 99 detentos estão foragidos

Rebelião deixou mortos na Colônia Agroindustrial mo Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia
Reprodução/TV Globo
Rebelião deixou mortos na Colônia Agroindustrial mo Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, determinou nesta terça-feira (2) o prazo máximo de 48 horas para que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) encaminhe um relatório ao conselho com todas as informações sobre as condições do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia , que sofreu uma rebelião na noite da segunda-feira (1º), que terminou com nove presos mortos e outros 99 foragidos.

Com a determinação de Cármen Lúcia, o tribunal deve realizar a inspeção e oferecer as informações para que a investigação acerca da rebelião no presídio de Goiás seja feita efetivamente. “Requisito ainda os dados da inspeção realizada antes desta agora determinada, com informações sobre a data e os órgãos e respectivos titulares que tenham comparecido ao estabelecimento prisional”, diz a ministra do STF no ofício.

Segundo a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária de Goiás, os presidiários do regime semiaberto, da Colônia Agroindustrial , que estavam na ala C do complexo prisional, teriam invadido as alas A, B e D na noite de ontem, resultando nos confrontos entre os grupos rivais – e na consequente morte de nove presos.

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Ainda de acordo com o órgão do estado, a situação no presídio está controlada. Os presidiários que ficaram feridos durante a rebelião receberam atendimento médico e retornaram para suas unidades.

Trauma ‘de início de ano’

Assim como 2017, o ano de 2018 começou com rebelião em presídios brasileiros. Desta vez, em Goiás: a Seap confirmou, por meio de nota divulgada na noite de ontem, que nove presos morreram e 14 ficaram feridos, durante na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

De acordo com a Seap , a rebelião teve início quando detentos que estavam na ala C, invadiram as alas A, B e D. No confronto, os  presos chegaram a incendiar a unidade prisional e foi precisa a ação do Corpo de Bombeiros para apagar o incêndio.

Mais tarde, por volta das 16 horas, o presídio foi retomado pelo Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

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O Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer) da Polícia Militar também deu apoio no local, desde o início da rebelião , na contenção de fugas e na recaptura de foragidos.

A Seap informou ainda que 106 detentos fugiram no momento da rebelião no presídio de Goiás , sendo que 29 foram recapturados. Além disso, outros 127 presidiários deixaram o presídio durante a confusão, mas retornaram voluntariamente após o fim da rebelião.

 *As informações são da Agência Brasil