Ao todo, a polícia tenta cumprir mais de 30 mandados de prisão; esquema da quadrilha envolvia desvio de bebidas, contrabando de mercadorias e tráfico

Entre os alvos das prisões no Aeroporto do Galeão, estão funcionários e terceirizados da Receita Federal e da Infraero
Reprodução/TV Globo
Entre os alvos das prisões no Aeroporto do Galeão, estão funcionários e terceirizados da Receita Federal e da Infraero

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (19), 24 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha de tráfico internacional de drogas que atuava no aeroporto internacional Tom Jobim, o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. 

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Ao todo, foram expedidos 36 mandados de prisão e um de condução coercitiva. Entre os alvos das investigações, estão funcionários e terceirizados da Receita Federal e da Infraero. Essa é a maior operação policial já realizada dentro Aeroporto do Galeão .

De acordo com o jornal Bom Dia Rio , da  TV Globo , dois funcionários da Receita Federal estão envolvidos no esquema. Os suspeitos são envolvidos em crimes de tráfico de drogas; contrabando e descaminho; e desvio de bebidas de aeronaves.

Segundo as informações da Polícia Federal, os funcionários do aeroporto escolhiam um passageiro de forma aleatória, imprimiam um tíquete no nome dele e o colocavam em uma mala cheia de drogas, para despachar a bagagem em um voo internacional. Em geral, as malas tinham destinos europeus.

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A investigação sobre a quadrilha, apelidada de "Máfia do Galeão", teve início em fevereiro deste ano, quando a polícia descobriu uma mala com drogas, indo para Amsterdam, com o nome de um casal que voou para Salvador. A bagagem levava 37 quilos de cocaína.

Esquema articulado em três núcleos

A quadrilha se dividia em três núcleos. O primeiro era responsável pelo tráfico de drogas, o segundo pelo contrabando de mercadorias que vinham de voos internacionais. Já o terceiro núcleo era responsável pelo desvio de bebidas que iriam ser servidas nos aviões.

No núcleo de contrabando, as malas de voos internacionais não passavam pela vistoria da Receita Federal. Para que a vistoria não acontecesse, a bagagem era desviada para as esteiras dos voos domésticos.

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Enquanto isso, aqueles que eram designados para roubar bebidas furtavam diariamente garrafas de vinho, champanhe e outras bebidas em mini-garrafas de diferentes aviões que partiam do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro .

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