Chefe do tráfico na Rocinha estava na Favela do Arará; ele achava que não seria encontrado pela polícia, por se tratar de uma "comunidade pequena"

O traficante Rogério 157 - chefe do crime na Favela da Rocinha - estava na Favela do Arará e foi preso
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O traficante Rogério 157 - chefe do crime na Favela da Rocinha - estava na Favela do Arará e foi preso


O local onde um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro – o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157 – foi encontrado e preso na manhã desta quarta-feira (6) , pode ser considerado, pelo menos, emblemático. Isso porque o traficante estava na Favela do Arará, praticamente nos fundos da cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, onde estão presos o ex-governador Sérgio Cabral e outros envolvidos na Operação Calicute.

De acordo com a delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, que participou da força-tarefa para a prisão de Rogério 157 , o criminoso afirmou à polícia que estava escondido no Morro da Mangueira, em São Cristóvão, e na madrugada desta quarta foi para a comunidade do Arará, porque “ele achava que indo para lá não seria encontrado, porque o aparato policial não seria deslocado para uma comunidade pequena”.

Ambas as comunidades ficam próximas e o deslocamento entre elas, de carro e com as ruas vazias, leva menos de 20 minutos. Antes de ser encontrado, porém, o traficante vinha circulando por várias comunidades.

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A delegada afirmou que a sua prisão só foi possível devido a um compartilhamento de informações entre várias delegacias.

Momento da prisão e tentativa de suborno

Na hora da prisão, o traficante estava escondido numa casa no Arará. Quando notou o cerco policial, pulou o muro e se escondeu em outra casa ao lado, onde foi encontrado embaixo de um cobertor.

Na situação, ele teria dito que era primo da dona da casa, que morava sozinha. Ele deu o nome de Marcelo de Souza Silva, mas como não tinha documentos, os policiais perguntaram sobre o nome do pai da moradora, que ele não soube dizer. A máscara então caiu.

A partir daí, como caiu em contradição e vendo que estava perdido, o criminoso chegou a falar que tudo poderia ser resolvido em 20 minutos, ou seja, que ofereceria propina para que fosse solto.

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Participaram da prisão de Rogério 157, agentes da 12a e da 13a delegacias policiais, localizadas em Copacabana, na zona sul da cidade. Os policiais disseram que não dispararam um único tiro na hora da prisão. Ele será levado da Cidade da Polícia para o Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, onde prestará depoimento à Justiça.

* Com informações da Agência Brasil.

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