Fundador da Gol, Nenê Constantino é condenado novamente por homicídio

Empresário foi considerado culpado pelo assassinato de um ex-funcionário que participava de ocupação em um terreno de sua empresa em 2001

O Tribunal do Júri de Taquatinga, no Distrito Federal, condenou na madrugada desta quarta-feira (15) o empresário Constantino de Oliveira, de 86 anos. Também conhecido como Nenê Constantino, ele foi o fundador da Gol Linhas Aéreas. Em sua decisão, a Justiça considerou o empresário culpado pelo assassinato de seu ex-funcionário, Tarcísio Gomes Ferreira, em 2001.

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Além do ex-proprietário da Gol, foram condenados Vanderlei Batista Silva, de 76 anos, a 13 anos de prisão, e João Alcides de Miranda, de 69 anos, a 15 anos de prisão. Os três ainda poderão recorrer em liberdade. Eles foram considerados culpados por arquitetar o assassinato de Ferreira, que participava de uma ocupação em um terreno da aviação Pioneira, empresa da qual Constantino era dono, em Taquatinga.

Foto: Reprodução
Esta é a segunda vez que Constantino de Oliveira, fundador da Gol, é condenado no Tribunal do Júri de Taquatinga

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O crime aconteceu em um trailer em frente ao local. O executor dos disparos de arma de fogo que mataram o ex-funcionário foi reconhecido como o já falecido Adelino Lopes Folha Júnior, também conhecido como Juninho. Na ocasião, ele também atingiu outra pessoa, José Amorim dos Reis, que não estava envolvido na disputa pelo terreno, e que, no momento do crime, carregava seu filho de dois anos no colo.

Após mais de 28 horas de trabalho e o depoimento de sete testemunhas, os jurados decidiram condenar os três réus por homicídio qualificado por motivo torpe. Esta é a segunda condenação de Constantino, Batista Silva e Miranda pelo Tribunal do Júri de Taquatinga. Em maio deste ano, os três foram considerados culpados pelo assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, de 27 anos, em 2001.

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Na ocasião, o ex-proprietário da Gol foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão, além de uma multa de R$ 84 mil, por homicídio qualificado e corrupção de testemunha. Pelos mesmos crimes, João Alcides Miranda, dono da arma usada no crime, teve pena de 17 anos e seis meses de prisão, Vanderlei Batista Silva, a 13 anos de prisão, e João Marques, ex-funcionário de Constantino, pegou 15 anos de prisão.

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