De acordo com os estudantes de Medicina e de Enfermagem da universidade, PSI do Hospital Universitário será fechado no próximo dia 21 de novembro

Alunos do curso de Enfermagem e Medicina da USP realizaram um protesto na Paulista, em São Paulo
Glauber Almeida
Alunos do curso de Enfermagem e Medicina da USP realizaram um protesto na Paulista, em São Paulo

Alunos dos cursos de Medicina e de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve nesta semana contra o fechamento do Pronto-Socorro Infantil do Hospital Universitário, no campus Butantã, e o "sucateamento" do Hospital Universitário. De acordo com os alunos, o PSI será fechado no próximo dia 21 de novembro.

Por conta da crise financeira da USP que se arrasta desde 2014 , o Pronto-Socorro Infantil já havia restringindo o atendimento em abril do ano passado. A limitação ocorreu devido ao déficit de especialistas provocado pelo Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) e pela suspensão de novas contratações na Universidade de São Paulo.

Segundo os estudantes da instituição, a greve visa reverter a decisão do fechamento do PSI. "O HU [Hospital Universitário] foi uma conquista de construção da população e de funcionários da universidade ao redor do mesmo. Tem como responsabilidade atender essa população que o construiu", afirmou o estudante de enfermagem Glauber Almeida, um dos membros do Centro Acadêmico XXXI de Outubro.

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Contratações

De acordo com o Centro Acadêmico Oswaldo Cruz , representante do curso de Medicina da universidade, devido aos cortes de gastos, o Hospital Universitário "não consegue fechar escalas de plantão, não tem materiais suficientes e 25% dos leitos do hospital já não são mais utilizados".

Os estudantes também afirmam que a universidade não tem previsão para novas contratações. "Apesar de todas as reivindicações feitas por estudantes da saúde, nenhum dos dois aceita a contratação de novos funcionários para o hospital", informou o CA de Medicina.

"A solução emergencial proposta pela reitoria envolve a contratação de profissionais pela SPDM [Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina], porém sabemos que essa contratação não resolve nosso problema completamente: o número contratado não é suficiente, o ensino não está garantido por essa contratação e, a longo prazo, ainda significa o sucateamento do HU".

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Protesto

Nesta terça-feira (14), os alunos do curso de Enfermagem e Medicina realizaram um protesto na Paulista. Os estudantes se concentraram no Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) e seguiram para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A reportagem do iG entrou em contato com a assessoria da USP, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

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