Outras seis pessoas também foram presas em ação da PF que está investigando caso de desvio de recursos destinados a cursos de EaD

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é alvo de ação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (14)
Divulgação/Agência de Comunicação da UFSC
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é alvo de ação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (14)

Mais de 100 policiais federais cumprem na manhã desta quinta-feira (14) mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal em Santa Catarina, em investigação para desarticular uma organização criminosa que desviava recursos destinados a cursos da Educação a Distância (Ead) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Na ação o reitor da UFSC , Luiz Carlos Cancellier de Olivo e outras seis pessoas – que não tiveram os nomes divulgados - foram presas em Florianópolis. De acordo com a Polícia Federal, alguns professores da universidade, empresários e funcionários de instituições e fundações parceiras teriam atuado para o desvio de bolsas e verbas de custeio por meio de concessão de benefícios a pessoas sem qualquer vínculo com a UFSC. A operação policial tem como foco repasses que totalizam cerca de R$ 80 milhões.

A Operação Ouvidos Moucos, deflagrada pela PF em conjunto com Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União, além do afastamento de sete pessoas de funções públicas, está executando sete mandados de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão, em endereços em Florianópolis e Itapema, em Santa Catarina, e Brasília, no Distrito Federal.

A UFSC, por meio de nota, informou que a instituição foi surpreendida com a prisão do reitor esta manhã. “Em razão da operação da Polícia Federal, executada na manhã desta quinta-feira, 14 de setembro, a Administração Central da UFSC manifesta que foi tomada por absoluta surpresa com a condução do reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que no momento está acompanhado pelo Secretário de Aperfeiçoamento Institucional, Luiz Henrique Cademartori, na Superintendência da PF em Florianópolis”.

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Operação

A Justiça Federal determinou ainda que a unidade central da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes, em Brasília/DF, forneça imediatamente à PF acesso integral aos dados dos repasse para os programas de Educação a Distância da UFSC.

“As investigações começaram a partir de suspeitas de desvio no uso de recursos públicos em cursos de Educação à Distância oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) na UFSC”, diz a nota divulgada pela PF. Um dos alvos da ação dos policiais é um depósito de documentos ainda não analisados pelos órgãos de fiscalização localizado na região norte de Florianópolis, distante do campus da universidade.

De acordo com a PF, o nome da operação, Ouvidos Moucos, é uma referência à desobediência reiterada da administração da universidade aos pedidos e recomendações dos órgãos de fiscalização e controle.

*Com informações da Agência Brasil

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