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Segundo advogado, ex-médico condenado a 181 anos de prisão por estuprar pacientes adquiriu uma superbactéria e precisa de cuidados especiais

Após ficar foragido, Roger Abdelmassih foi caputado em 2014 pela Polícia Federal no Paraguai
Divulgação Polícia Federal
Após ficar foragido, Roger Abdelmassih foi caputado em 2014 pela Polícia Federal no Paraguai

O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por ter estuprado suas pacientes, foi levado nesta segunda-feira (7) ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Preso em regime domiciliar desde julho deste ano, ele recebeu autorização judicial para ser transferido ao complexo hospitalar.

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O hospital não informou se Roger Abdelmassih ficará internado ou se foi ao local apenas para fazer exames de rotina. O ex-médico foi condenado por 48 estupros de 37 de suas pacientes. O advogado Antonio Celso Fraga disse que “ele se apresentou ao hospital com um problema sério com a prerrogativa de poder ser internado”. Questionado sobre qual seria esse problema sério, o advogado informou que ele adquiriu uma superbactéria, “que pode ser letal principalmente se acabar se espalhando pelo organismo”.

De acordo com o advogado, a situação poderia se complicar, já que o preso é portador de uma insuficiência cardíaca crônica. O tratamento para essa superbactéria, segundo Fraga, se faz por meio de antibióticos controlados, por isso ele precisou se deslocar até o hospital. O advogado não informou se o condenado precisará ser internado para tratamento.

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Segundo o Tribunal de Justiça , o pedido de internação de Adelmassih foi autorizado por uma juíza da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, no interior paulista. Em seu despacho, a juíza informa que o pedido de internação tem início hoje e pode valer por até sete dias, prazo máximo que foi estimado pelo urologista que trata do ex-médico. “Por fim, a defesa deverá trazer aos autos documentos comprobatórios da internação, comunicando também eventual necessidade de prorrogação do prazo de internação, sob pena de revogação da autorização”, diz o despacho da juíza.

Histórico

Em 2010, o criminoso havia sido condenado a 278 anos de prisão devido aos estupros comprovados por diversas pacientes, que ocorreram entre 1995 e 2008, em seu consultório, onde ele atuava como especialista em reprodução in vitro.

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Somente em 2009 Roger Abdelmassih teve seu registro profissional cassado. Sendo assim, ele fugiu, em 2011, com sua esposa, enquanto gozava de habeas corpus concedido pelo então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Após ficar foragido, foi capturado em 2014 pela Polícia Federal no Paraguai.


* Com informações da Agência Brasil