Motorista de caminhão de carga é feito refém um dia após megaoperação no Rio

Crime aconteceu logo após as Forças Armadas tomarem as ruas do Rio, em uma megaoperação de combate ao roubo de cargas na capital fluminense
Foto: Reprodução/Rede Globo
Motorista de um caminhão de cargas foi rendido, na noite deste domingo, na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro

O motorista de um caminhão carregado com alimentos foi rendido na noite deste domingo (6), na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro. O veículo foi abordado por volta das 21h, na altura da Penha, na zona norte da cidade.

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Logo em seguida, a polícia do Rio de Janeiro foi avisada da ação criminosa e começou a perseguir o caminhão. Na perseguição, policiais atiraram na direção do veículo, da empresa Pif Paf, e conseguiram parar o caminhão na altura de Deodoro.

Ao se ver cercado por policiais, o assaltante, que estava na cabine do caminhão, fez o motorista refém.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), especializado em negociações envolvendo pessoas inocentes, foi chamado e conseguiu, no início da madrugada, libertar o motorista.

Segundo a Polícia Militar, o assaltante tinha uma pistola e, na troca de tiros, ficou ferido. Ele foi encaminhado ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste da cidade.

O motorista ficou levemente ferido com estilhaços do vidro do caminhão.

Megaoperação contra o roubo de cargas

O crime aconteceu um dia depois de tropas das Forças Armadas tomarem as ruas da capital fluminense, na madrugada do último sábado (5) , em uma megaoperação de combate ao roubo de cargas na cidade.

A ofensiva envolveu equipes das polícias Civil e Militar do estado, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Batizada de Operação Onerat, a ação representou a segunda fase da operação federal de segurança no estado.

Ainda nesse sábado, em entrevista coletiva, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que a operação integrada de segurança "acaba com o mito do crime organizado poderoso". O ministro falou à imprensa ao lado do chefe de Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, e do secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá.

A operação, que recebeu o nome de Onerat, cumpriu 15 mandados de prisão, sendo nove de criminosos que já estavam presos . Mais três pessoas foram presas em flagrante e foram apreendidas três pistolas, duas granadas, quatro radiotransmissores, 16 carros e uma motocicleta. Duas pessoas morreram em confronto com a polícia, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública.

A Operação Onerat foi deflagrada horas após o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciar que havia ofensivas programadas para combater a violência no Rio de Janeiro. 

* Com informações da Agência Brasil.

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