Felino havia caído em um galinheiro no interior de São Paulo e foi medicado no zoológico de Bauru, após ser resgatado por Policiais Militares

Onça parda foi solta pela Polícia Militar Ambiental
Divulgação/Polícia Militar Ambiental
Onça parda foi solta pela Polícia Militar Ambiental

A Polícia Militar Ambiental de São Paulo realizou no final da tarde dessa segunda-feira (19) a soltura de uma onça parda. O felino havia sido capturado depois de cair em um galinheiro em Duartina, cidade do interior do Estado.

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De acordo com o Tenente PM Leo Artur Marestoni, do pelotão da Polícia Militar Ambiental na cidade de Bauru, quando o animal foi resgatado ele apresentava um leve quadro anêmico e de desidratação. "Acredito que esse quadro fez a onça atacar o galinheiro, o normal é ela caçar em campo aberto", disse o Policial. 

A onça parda passou duas semanas recebendo tratamento no Zoológico de Bauru e só foi solta após estar totalmente recuperada. No local, ela fez pesagem para confirmação de ganho de peso (foram 8 quilos em 15 dias), exames clínicos e coleta de material para exames laboratoriais, exame de saúde bucal e também biometria para aumentar os conhecimentos sobre a espécie. Tudo para garantir uma soltura com segurança para o animal.

Onça parda foi solta na tarde dessa segunda-feira
Divulgação/Polícia Militar Ambiental
Onça parda foi solta na tarde dessa segunda-feira

"Por questão de segurança do animal, nós não informamos o local onde ele foi solto porque sabemos que infelizmente ainda existem muitos caçadores que podem ir atrás da onça. A gente sempre solta em locais indicados pela Secretaria do Meio Ambiente, onde haja fauna, flora e recursos hídricos e que não cause um desiquilíbrio do meio", pontuou o Tenente.

Segundo a Polícia Militar Ambiental, hoje em dia o contato com esse tipo de bicho acaba acontecendo com mais frequência por causa do aumento da proteção ambiental e também devido a expansão urbana. "É importante lembrar que no caso de encontrar com qualquer tipo de animal selvagem, a pessoa não deve tentar ter contato, capturar e muito menos agredir. Sempre devem acionar a Policia Militar Ambiental que com todos os nossos treinamentos saberemos ter a atitude certa para preservar tanto as pessoas como o animal. Uma onça parda, nesse caso filhote, pode deixar uma pessoa muito ferida, ela é muito forte. Graças ao trabalho de credibilidade que realizamos, as pessoas sempre entram em contato com a gente e isso é bom para todos", finalizou o Tenente Marestoni.


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Resgate no galinheiro

O dono de um sítio localizado na área rural de Duartina, município do interior de São Paulo, levou um grande susto ao chegar no local para alimentar suas galinhas na manhã da quinta-feira (8). As aves estavam mortas e, em meio às milhares de penas espalhadas pelo galinheiro, a grande responsável pela carnificina rugia para ele: tratava-se de uma jovem onça parda.

O felino havia ficado preso no galinheiro após cair de cima do telhado, por onde passara provavelmente na madrugada anterior, conforme explicou o 1º Tenente PM Leo Artur Marestoni, do pelotão da Polícia Militar Ambiental  na cidade de Bauru. Responsável por atender ao chamado dos proprietários do galinheiro, o tenente relata que ficou surpreso ao chegar ao sítio e constatar que de fato havia uma onça no local.

"Normalmente, quando você ouve alguém falar que tem uma onça em algum lugar, é difícil que realmente seja esse animal. As vezes é uma jaguatirica ou qualquer outro bicho que não tenha nada a ver", conta o tenente da PM Ambiental.

Onça parda matou 40 galinhas em galinheiro no interior de São Paulo
Reprodução/Polícia Militar Ambiental
Onça parda matou 40 galinhas em galinheiro no interior de São Paulo

O tenente Marestoni explicou que, provavelmente, o barulho das galinhas deixou a jovem fêmea nervosa, fato que justifica a matança. Apesar de estar um pouco magra e debilitada fisicamente, ela não teria se alimentado das aves justamente por ter ficado estressada.

"Pelo tamanho dela, imagino que deva ter se separado da mãe há pouco tempo e ainda não está se alimentando tão bem como antes. Acho que ela estava com fome, sem conseguir caçar há algum tempo e foi atrás de um último recurso. Porque esses animais não gostam de cheiro de gente. Então eles evitam esse tipo de lugar", disse o policial.

Para retirar o animal do galinheiro, a Polícia Militar Ambiental pediu o apoio de uma veterinária do zoológico de Bauru. A profissional utilizou sedativos, aplicados com o auxílio de uma zarabatana, para fazer com que o bichano adormecesse.

O tenente Marestoni conta que o relato de pessoas que avistaram onças pardas naquela região do estado de São Paulo não chega a ser comum, mas tem se tornando mais frequente devido ao crescimento das zonas urbanas. "Mas é a primeira vez que a gente precisa resgatar uma em um galinheiro", pontua.

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Nenhuma das galinhas mortas durante a passagem da onça pelo sítio em Duartina foi levada para eventualmente servir como lanche para o felino. "O dono do sítio disse que estava muito triste pelas galinhas e vai cavar um buraco para enterrá-las. Mas disse também que não conseguia ter raiva da onça, porque ela era muito bonita", disse o tenente Polícia Militar Ambiental.


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