Cresce assustadoramente o número de balões apreendidos em Campinas

Polícia Militar Ambiental faz um intenso trabalho de controle e combate aos grupos de criminosos adeptos da prática em todo o Estado de São Paulo

O trabalho da Polícia Militar Ambiental em combater os grupos criminosos que soltam balões é incessante em todo o Estado de São Paulo. A árdua missão tem trazido números expressivos de prisões, apreensões e multas em 2017.

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Foto: Reprodução/TV Globo
A equipe da Polícia Militar Ambiental prendeu seis suspeitos na manhã deste domingo em Campinas

De acordo com os números levantados pela Polícia Militar Ambiental, apenas nos primeiros cinco meses de 2017 foram realizadas 41 prisões em flagrante, enquanto em todo o ano de 2016, esse número de detenções por soltura de balões foi de apenas 5. Ainda segundo a PM, 39 balões foram apreendidos até junho deste ano, enquanto, em todo o ano de 2016, esse número ficou em 26. A multa por balão apreendido é de R$ 5 mil.

A polícia acredita que muitos criminosos saem da capital do estado para praticar esse tipo de crime na região de Campinas e Circuito das Águas. "A gente já teve denúncias e realizou operações em locais que as pessoas alugam sítios na região e lá eles realizam eventos com balões no final de semana. Nesse meio tempo, eles soltam balão e fazem confraternizações com churrascos e festas. É uma situação que tem se repetido, pois as chácaras são fechadas e eles acham que ninguém vai atrapalhar. São locais que ficam escondidos por árvores, que cabem bastante pessoas. Um balão grande demanda muita gente para soltura. Eles acham que isso vai viabilizar o crime, mas estamos na cola das pessoas que praticam esse tipo de ação", afirmou o Tenente Nóbrega.

Segundo o Policial Militar, a época de festas juninas registra um número ainda maior de apreensões de balões. Para ajudar no combate desse tipo de crime, as forças de segurança contam com o apoio do cidadão, destaca o Tenente.

Entenda melhor os perigos dos balões ilegais

A fabricação e comercialização clandestina de balões representa múltiplos riscos para a sociedade, a começar pela aviação. Balões ilegais são um verdadeiro pesadelo para os pilotos, podendo causar desde colisões até a necessidade de efetuar manobras evasivas abruptas, causando interrupção e atrasos de pousos e decolagens.

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"Hoje em dia os balões confeccionados são de grande proporção. Se um balão de 50 quilos colidir com uma aeronave a 300 km/h o impacto equivale a 100 tonelas, podendo derrubar uma aeronave", afirmou a gerente de segurança operacional, Rosa Maria Fernandes em entrevista ao Bom Dia Brasil.

Balões ilegais também são potenciais agressores da população que está no solo, causando todo tipo de problemas, a começar pela interrupção no fornecimento de energia elétrica. É mais comum do que se imagina, esses artefatos incendiários caírem sobre cabos condutores das linhas de transmissão e de distribuição de eletricidade, e até mesmo dentro de subestações, causando curtos-circuitos e incêndios, e tendo como consequência a interrupção do fornecimento de energia em uma grande área da cidade.

Do ponto de vista ambiental, os balões são um dos seus piores inimigos, com grande potencial ofensivo. Ao cair em matas e florestas o incêndio é praticamente garantido, causando destruição não apenas à flora, mas também colocando em risco o habitat e vida de animais.

Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental
Material apreendido pelos Policiais após Operação Balão em Campinas

Além disso, os balões não tripulados também causam danos ao patrimônio público e privado ao cair sobre edificações e causar incêndios. Para piorar essa situação, verdadeiros bandos de criminosos invadem residências, pulam muros e sobem em telhados para conseguir "troféus" e recuperar partes dos balões. Segundo a Polícia, esses bandos são verdadeiras quadrilhas organizadas que, não raramente, portam armas de fogo colocando em risco a vida do cidadão de bem.

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Para a Polícia Militar Ambiental, a principal missão é apreender os balões ainda na fase de confecção, o melhor momento para reprimir o crime, evitando a situação que ocorreu na semana passada quando um balão passou perto de um avião comercial que se preparava para pousar no aeroporto de Cumbica em São Paulo.

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