Capital cearense é alvo de onda de ataques que teve início na última quarta-feira (19); governo do Estado diz que não irá se intimidar diante dos crimes

Onda de violência em Fortaleza, no Ceará, teve início na última quarta-feira (19); até o momento, ninguém foi preso
Reprodução/Twitter - @betura
Onda de violência em Fortaleza, no Ceará, teve início na última quarta-feira (19); até o momento, ninguém foi preso

A Polícia Militar apreendeu na madrugada desta sexta-feira (21) dez coquetéis molotov, um tipo de explosivo de fabricação caseira, no bairro Passaré, em Fortaleza, próximo à garagem de uma empresa de transporte coletivo.

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De acordo com informações passadas pela equipe do 13º Distrito Policial de Fortaleza , onde a ocorrência foi registrada, um grupo de pessoas chegou na entrada do prédio portando os artefatos, mas os seguranças da empresa perceberam a movimentação e evitaram o ataque. Além dos explosivos, a polícia também apreendeu um veículo que foi abandonado no local. Até o momento, ninguém foi preso.

Neste feriado de Tiradentes, a segurança na capital cearense foi reforçada diante dos ataques a veículos e a prédios públicos, que teve início na quarta-feira (19) . Vinte e um ônibus foram incendiados em diferentes bairros da capital cearense, deixando dois trabalhadores do transporte público feridos – um deles em estado grave. Desde o fim da tarde de ontem (20), os ônibus das linhas regulares passaram a trafegar em comboio e sob escolta policial.

Em entrevista concedida ontem (21), o governador do Ceará , Camilo Santana, classificou os ataques de “terrorismo” e disse que não vai tolerar esses crimes. “Não podemos nos intimidar. Nossa orientação é partir para cima e não abrir um milímetro para os criminosos. A segurança está reforçada para que possamos restabelecer a normalidade da cidade. Não podemos aceitar que criminoso mande no estado.”

A declaração de Santana remete a duas das linhas de investigação sobre os ataques, que consideram recentes transferências de presos de unidades penitenciárias do Ceará e supostas cartas de uma organização chamada Guardiões do Estado encontradas em locais onde os ônibus foram queimados.

Medo

Após a onda de ataques na capital cearense, a população local ficou com medo de se deslocar pela cidade. A população que depende do transporte público para se deslocar ficou apreensiva sem saber se os ônibus circulariam normalmente na manhã de ontem. “Eu planejei ir hoje para a faculdade quando ouvi as notícias dos novos ataques. Comentei com a minha mãe e ela pediu para eu não sair. Coisa de mãe a gente sempre confia”, conta o estudante Ítalo Bernardo.

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Seis pessoas foram presas suspeitas de participarem dos ataques em Fortaleza. O secretário da Segurança Pública, André Costa, declarou em entrevista coletiva que “todas as pessoas que participaram das ações criminosas não ficarão impunes e responderão pelas condutas praticadas. A Segurança Pública não vai desviar dos rumos que vem adotando contra a criminalidade”.


* Com informações da Agência Brasil

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