Em fevereiro, prefeito do Rio de Janeiro afirmou que o deficit nas contas da prefeitura chegava a R$ 3 bilhões; mandatário fez críticas a Eduardo Paes

Prefeito Marcelo Crivella culpou seu antecessor, Eduardo Paes, pela situação orçamentária do município
Reprodução/Facebook/Prefeitura do Rio de Janeiro
Prefeito Marcelo Crivella culpou seu antecessor, Eduardo Paes, pela situação orçamentária do município

O corte de despesas que será executado pela prefeitura do Rio de Janeiro atingirá áreas essenciais da administração municipal, como educação e saúde. O prefeito Marcelo Crivella (PRB) anunciou que o enxugamento – de R$ 700 milhões – afirmou nesta quinta-feira (9) que nenhuma secretaria será poupada da redução orçamentária.

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“Não há nada para celebrar sobre isso. Todos vão entrar no esforço. Claro que a educação e a saúde são as que menos vão contribuir, mas todas vão contribuir em alguma coisa”, disse Marcelo Crivella, após a inauguração de uma mostra de grafites no Boulevard Olímpico, na zona portuária da cidade.

No início de fevereiro, o prefeito afirmou que o déficit nas contas da prefeitura chegava a R$ 3 bilhões. “As despesas deste ano estão previstas em R$ 29 bilhões e a arrecadação em R$ 26 bilhões, o que dá um rombo de R$ 3 bilhões”, disse.

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Na ocasião, o chefe do poder executivo municipal atribuiu o deficit ao aumento do custeio da máquina pública e aos empréstimos contraídos durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB), que deixou o cargo no dia 31 de dezembro do ano passado.

Mural de grafites

O mural inaugurado na manhã de hoje pelo prefeito no Armazém da Utopia é um projeto da artista francesa Françoise Shein, em parceria com sete artistas urbanos e alunos de seis escolas municipais da zona norte do Rio de Janeiro. Para homenagear o bicentenário da Missão Artística Francesa, os painéis fazem uma releitura da obra do artista francês Jean-Baptiste Debret.

A secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, defendeu o grafite como forma de manifestação legítima da arte urbana. “Em um momento em que um grande debate se levanta no país acerca da conservação e da legitimidade do grafite como expressão artística, cabe-nos, como agentes da cultura, defendermos sua manutenção no plano simbólico”, disse a titular da pasta.

A obra coletiva integra uma série de projetos do programa Inscrever os Direitos Humanos. De acordo com a diretora artística do projeto no Rio de Janeiro, Moema Quintanilha, os alunos e a comunidade escolar discutem direitos humanos ao produzir os azulejos pintados a mão que fazem parte da exposição.

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Ao contrário de Crivella, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), entrou em polêmica com grafiteiros desde o início de seu mandato, já que apagou grafites espalhados em diversos pontos da capital paulista.


* Com informações da Agência Brasil