Seis pessoas foram detidas em operação deflagrada na Praia Grande após investigação do serviço de Inteligência da Polícia Militar Ambiental; parte dos animais recuperados será encaminhada ao Parque Ecológico do Tietê

Operação da Polícia Militar Ambiental contou com apoio da Polícia Federal, do Ibama e do Departamento de Fauna  da SMA
Divulgação/Polícia Ambiental
Operação da Polícia Militar Ambiental contou com apoio da Polícia Federal, do Ibama e do Departamento de Fauna da SMA

Mais de 80 animais silvestres foram recuperados pela Polícia Militar Ambiental em operação deflagrada nesta segunda-feira (6) na Praia Grande, na Baixa Santista. Seis pessoas foram presas em flagrante e serão indiciadas na Polícia Federal e na Polícia Civil pelos crimes de manter animais silvestres em cativeiro, introduzir animal exótico no estado de São Paulo, porte ilegal de arma e porte de entorpecentes. As penas podem chegar a quatro anos de detenção, além de multa.

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A Operação Bem-Te-Vi contou com 13 grupamentos da Polícia Militar Ambiental e mobilizou ainda sete equipes da Polícia Federal e agentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do Departamento de Fauna da Secretaria de Meio Ambiente paulista.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca domiciliar, todos em endereços na Baixada Santista, onde as equipes localizaram gaiolas com diversas espécies de pássaros e répteis. Também foram apreendidas armas e munições nos endereços dos investigados.

De acordo com o Capitão Bussotti, que comandou a operação pela Polícia Militar Ambiental, o responsável por manter os animais presos já havia sido alvo de denúncias no passado. O suspeito, no entanto, possuía permissão para criar algumas espécies e lançava mão de artimanhas para dar acesso somente a esses animais regularizados quando era visitado por agentes.

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Deboche

“Recebemos a denúncia de que esse sujeito promovia o tráfico de animais. Pelas redes sociais, ele debochava dizendo que franqueava a entrada dos agentes a apenas parte de sua residência”, narra o Capitão Bussotti. “Isso chamou a atenção e iniciou uma investigação do serviço de Inteligência da Polícia Militar Ambiental.”

Foi a partir dessa apuração que a Polícia Ambiental paulista solicitou o auxílio de agentes federais e conseguiu na Justiça a autorização para cumprir os mandados no endereço do investigado.

Bingo. Lá estavam as espécies que até então eram mantidas em segredo pelo suspeito. Entre os animais, havia 80 espécies nativas, a maior parte delas extraídas de áreas verdes do próprio território paulista, além de sete animais exóticos (incluindo três cobras e uma tartaruga mordedora [ Chelydra serpentina ]), e sete ovos de animais nativos.

As investigações indicam que parte desses animais era comercializada na própria região da Baixada Santista, mas não foram localizados eventuais compradores.

De acordo com o capitão da Polícia Militar Ambiental, os animais silvestres recuperados serão encaminhados ao Parque Ecológico do Tietê. Já as espécies exóticas ainda terão seu destino definido.

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