Agentes procuraram Ary Ferreira em dez endereços, mas não o encontraram; ele teria entrado em contato com a PF e informado que iria se entregar

Ex-governador do Rio, Sérgio Cabral foi preso na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, em novembro
Fabio Rodrigues Pozzebo/Agência Brasil
Ex-governador do Rio, Sérgio Cabral foi preso na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, em novembro

Agentes do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) deram início na manhã desta quinta-feira (2) à terceira fase da Operação Calicute, ligada à Lava Jato no Rio de Janeiro. Para deflagrar a operação, oficiais da PF cumpre o mandato de prisão preventiva de Ary Ferreira da Costa Filho, o operador que cuidava das finanças do esquema de cobrança de propina liderado pelo ex-governador do Rio Sergio Cabral. 

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A prisão foi pedida com base na delação do empresário Adriano Reis, que diz ter repassado R$ 10,8 milhões ao operador de Sérgio Cabral .

Durante a manhã desta quinta, os agentes da Polícia Federal realizam buscas em 10 endereços, mas não tinham encontrado Ary até as 9h30. Segundo informações da TV Globo, ele entrou em contato com a Polícia Federal e informou que vai se entregar.

Mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal também cumprirá mais de 10 mandatos de busca e apreensão nos bens de Ary e de pessoas ligadas a ele. O sigilo bancário e telefônico do operador de Cabral já foi quebrado pela Justiça, que também já determinou o sequestro dos seus bens. Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal. 

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Mais conhecido como Aryzinho, o operador começou a trabalhar com Cabral na década de 1980. Em 1996, passou a ocupar cargo comissionado pelo ex-governador e na época deputado estadual. Ary também teve passagens por secretárias do Rio de Janeiro e se tornou ex-chefe do executivo do estado. Até poucos dias, ele também ocupava cargo no governo de Luiz Fernando Pezão, o sucessor de Cabral.

A prisão de Cabral

O ex-governador Sergio Cabral foi preso no dia 17 de novembro, sob a acusação de receber mais de R$ 220 milhões em propinas para fechar contratos públicos com empreiteiras e construtoras. Ele foi levado para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu , na zona oeste do Rio de Janeiro.

A mulher de Sérgio Cabral foi presa por ser "uma das principais responsáveis por ocultar recursos recebidos indevidamente por seu marido", de acordo com o juiz Marcelo da Costa Bretas, que decretou a prisão preventiva da advogada, que segundo ele, teria usado da profissão para a ocultação de recursos.

* Com informações da Agência Ansa.

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