PM usa bombas de gás e balas de borracha contra manifestação em frente à Alerj

Cheiro de gás lacrimogêneo lançado pela Polícia Militar contra os manifestantes é bastante forte, podendo ser sentido a mais de 500 metros

Cariocas protestam em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro contra as medidas de austeridade do governo
Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo - 01.02.2017
Cariocas protestam em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro contra as medidas de austeridade do governo

O ano legislativo começou com clima de tensão no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (1º). Dezenas de manifestantes de movimentos sindicais de servidores estaduais estão enfrentando a tropa de choque da Polícia Militar que cerca a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

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Nas redondezas da Alerj , o cheiro de gás lacrimogêneo lançado pela Polícia Militar contra os manifestantes é bastante forte, podendo ser sentido a mais de 500 metros de distância. Os homens da tropa de Choque da PM estão investindo de forma truculenta contra o grupo que se concentra na Rua Primeiro de Março, onde está localizado o prédio. Além de gás, também são atiradas balas de borracha para dispersar a manifestação.

Portas fechadas

Os comércios das Ruas Primeiro de Março e São José, Avenidas Almirante Barroso e Presidente Antonio Carlos fecharam as portas por causa do enfrentamento violento entre os policiais e os manifestantes. Muitas pessoas que retornavam do almoço para as empresas e escritórios da região central do Rio acabaram tendo de procurar abrigo em marquises dos prédios, a fim de se proteger da violência.

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Trânsito

Também em consequência da manifestação, o tráfego de veículos acabou sendo interrompido em alguns trechos – como na Rua Primeiro de Março, Presidente Antonio Carlos e Avenida Graça Aranha.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil - 01.02.2017
Homens da tropa de Choque da PM faz proteção da Alerj contra o grupo que se concentra na Rua Primeiro de Março

Os motoristas dos ônibus no terminal rodoviário Menezes Côrtes, na Rua São José, não conseguem sair dos veículos. Por isso, o movimento está parado. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi obrigado a suspender as atividades, devido às manifestações e o corre-corre de pedestres na Avenida Rio Branco e ruas transversais.

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Segundo as informações da Agência Brasil, pelo menos 500 homens da Polícia Militar, com apoio da Força Nacional de Segurança, garantem a segurança dos parlamentares e do prédio da Alerj, que está cercado com grades de proteção para evitar o avanço dos manifestantes.