Em diversos momento, motoristas passaram em frente ao ato – organizado por professores, servidores, alunos e ex-alunos – buzinando em apoio

O professor de medicina Henrique Aquino dá aula na Uerj há 36 anos e conta nunca ter visto uma situação tão grave
Reprodução/Twitter
O professor de medicina Henrique Aquino dá aula na Uerj há 36 anos e conta nunca ter visto uma situação tão grave

Nesta quinta-feira (12), professores, servidores, alunos e ex-alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) participam de um protesto contra a falta de recursos que tem causado prejuízos às atividades acadêmicas da instituição e aos atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe). 

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Os manifestantes se reuniram na porta do hospital, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. De lá, iniciaram o protesto com uma caminhada em direção ao campus principal da Uerj, também na zona norte.

Sem recursos de custeio desde agosto e com pesquisas paralisadas pela falta de repasses, a Uerj também sofre com redução de leitos no Hupe. Dos mais de 500, apenas 92 estão disponíveis para pacientes, o que tem prejudicado aulas práticas e o atendimento à comunidade.

A aposentada Rosalina de Jesus, de 60 anos, se trata de doença de Chagas no hospital há 30 anos. Nos últimos meses, percebeu problemas em serviços como a limpeza se agravarem.

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"Eu, como paciente, apoio os médicos e os professores, porque, pra mim, é um dos melhores hospitais que tem no Rio de Janeiro. Se ele fechar, como vai ficar a nossa vida?", preocupa-se a aposentada.

Em diversos momentos, motoristas que passaram em frente à manifestação buzinaram como sinal de adesão ao movimento, que também recebeu apoio de pacientes e acompanhantes que entravam e saíam do hospital. O protesto gritou palavras de ordem contra o governo do estado e pediu a saída do governador, Luiz Fernando Pezão, e do seu partido, o PMDB.

Situação grave

O professor de medicina Henrique Aquino dá aula na Uerj há 36 anos e conta nunca ter visto uma situação tão grave. "A universidade está praticamente parada e isto se reflete no hospital, onde é o campo de prática não só dá medicina, mas de diversas outras especialidades".

Com menos leitos, os alunos têm perdido a oportunidade de aprender a prática da profissão, e o problema tem sido contornado com a utilização de espaços em outras unidades de saúde. O contato entre médico e paciente, considerado um dos principais ensinamentos da atuação no hospital, tem sido muito prejudicado.

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"Antes, conseguíamos reunir um ou dois alunos e o paciente, para que eles tivessem uma relação. Como vou fazer isso com dez alunos para um paciente?", questiona o professor, que apoia o protesto.

* Com informações da Agência Brasil.

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