Após notificação ao governador, a passagem de R$ 5,92 passa a valer nesta quarta-feira (11). Secretários afirmam que recorrerão em conjunto. Veja

O governador foi notificado nesta terça de que a Justiça decidiu revogar o reajuste nas passagens de integração
iG São Paulo
O governador foi notificado nesta terça de que a Justiça decidiu revogar o reajuste nas passagens de integração

Depois de um aumento realizado pelo governo estadual no último dia 8, seguido pela liminar que suspendeu o reajuste nesta terça-feira (10), os valores das tarifas de integração entre ônibus e trilhos voltaram aos valores antigos na madrugada desta quarta-feira (11) em São Paulo.

O governador Geraldo Alckmin foi notificado nesta terça de que a Justiça decidiu, em liminar, revogar o reajuste, voltando, portanto, aos valores antigos – de R$ 6,80 para R$ 5,92. Desse modo, os usuários do transporte público de São Paulo que utilizarem a integração entre ônibus, metrô ou trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) serão cobrados no menor valor, mesmo que tenham carregado seus bilhetes entre domingo (8) e terça (10).

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, e o secretário municipal de Transporte Metropolitano, Sérgio Avelleda, afirmaram nesta quarta, em entrevista coletiva aos jornalistas, que estão cumprindo a decisão judicial, mas que pretende recorrer em conjunto.

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Segundo Avelleda, ele foi avisado nesta terça, por volta das 18h40, de que o governador teria recebido a notificação e que, por isso, necessitou fazer os procedimentos operacionais durante a madrugada nesta quarta, já que são “complexos e difíceis de serem ajustados em pouco tempo”.

“Alteramos os validadores das frotas, que voltaram para as garagens, onde estão as antenas, para serem atualizados”, disse o secretário.

Cobrança à periferia

No entendimento do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Paulo Dimas Mascaretti, o preço mais baixo na integração beneficiava de forma significativa grande parte dos usuários do transporte público metropolitano e que o reajuste acabou prejudicando esta população, uma vez que ocorreu “bem acima dos índices inflacionários”, não havendo sido “devidamente justificado”.

Segundo o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, o congelamento da tarifa básica favorece quem reside na região central, mas é “gravosa” para quem mora na periferia e é dependente da tarifa integrada.

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Apesar disso, os secretários negam que tenha ocorrido aumento, justificando que apenas houve uma redução de descontos. “Estamos reduzindo desconto, não estamos majorando a tarifa. Acredito que até seja uma prerrogativa de quem gera o sistema fazer esse tipo de medida”, disse Pelissione.

Já Avelleda argumenta que não necessariamente o passageiro da região central seja o mais abastado. Isso porque, segundo ele, o reajuste atinge menos de 15% dos usuários, que optam por bilhetes temporais e integração. A maioria, 49%, pagam a tarifa básica e 25% são beneficiados pelas gratuidades.

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