PF deflagra nova fase da Operação Acrônimo e investiga fraudes em ministérios

Estão sendo cumpridos 20 mandados judiciais, sendo 10 buscas e 10 conduções coercitivas, autorizadas pela 10ª Vara Federal de Brasília
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Operação Acrônimo foi instaurada para investigar esquemas que teriam beneficiado a campanha Fernando Pimentel (PT)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), a 11ª fase da Operação Acrônimo em três estados e no Distrito Federal. Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados judiciais, sendo 10 buscas e 10 conduções coercitivas. Os mandados foram autorizados pela 10ª Vara Federal de Brasília.

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De acordo com a corporação, a Operação Acrônimo está focada em dois inquéritos policiais que apuram eventos distintos da investigação. Um deles refere-se à cooptação e pagamento de vantagens indevidas para que uma empresa de publicidade elaborasse campanhas educativas do Ministério da Saúde, do Ministério das Cidades e do Ministério do Turismo nos anos de 2011 e 2012.

Segundo uma fonte da PF, um dos alvos na nova fase da operação é Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, empresário suspeito de ligação com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), que também é alvo da Acrônimo.

O outro evento investigado nesta fase trata de fraude em licitação da Universidade Federal de Juiz de Fora, vencida pela gráfica de um dos investigados. Posteriormente, segundo a PF, o Ministério da Saúde teria utilizado a mesma ata fraudada.

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“As ações de hoje são um desdobramento da investigação que tramita no Superior Tribunal de Justiça. O magistrado relator do caso determinou o encaminhamento de parte da apuração à Justiça Federal de primeira instância, por não envolver investigados com prerrogativa de foro naquela Corte”, informou a corporação.

No Distrito Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e seis de conduções coercitivas. No Rio de Janeiro, um de busca e um de condução coercitiva. Em São Paulo, apenas um mandato de busca. Em Minas Gerais, foram quatro mandados de busca e outros três de conduções coercitivas.

Operação Acrônimo

A Operação Acrônimo foi instaurada para investigar esquemas ilegais que teriam beneficiado a campanha eleitoral de Pimentel  em 2014, quando ele se elegeu governador de Minas Gerais. Segundo a PF, Pimentel é suspeito de cobrar vantagens ilegais de empresas durante o período em que comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, entre 2011 e 2014. Em troca, essas empresas seriam incluídas em políticas públicas ou conseguiriam obter empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, que era vinculado à pasta.

* Com informações da Agência Brasil e da Reuters.

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