Presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha negou, novamente, todas as acusações da Lava Jato contra ele

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é réu em inquérito da Operação Lava Jato
André Dusek/Estadão Conteúdo - 4.5.16
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é réu em inquérito da Operação Lava Jato




Em nota divulgada nesta sexta-feira (1º), o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), refutou, novamente, a responsabilidade dos atos que foi acusado pela Operação Lava Jato.

Cunha também negou responsabilidade pelas acusações do ex-diretor da Caixa Econômica, Fábio Cleto, que declarou, em delação premiada, ter realizado reuniões semanais com Cunha para tratar de um esquema de propina envolvendo FI-FGTS. Segundo Cleto, o parlamentar teria embolsado 80% dos recursos desviados. A delação motivou a terceira denúncia pelo Supremo Tribunal Federal contra Cunha. 

"Desconheço o conteúdo da delação, porém quero desmentir com veemência os supostos fatos divulgados e desafio a provarem", escreveu o parlamentar em comunicado. "O delator, ao que parece, é réu confesso de práticas irregulares as quais cabe a ele responder por elas."

Cunha negou ter operador ou gestor financeiro e frisou que não autorizou ninguém a tratar de negócios em seu nome. "Lamento que todas as denúncias formuladas são baseadas em palavras de delator, com histórias fantasiosas", afirma.

Na manhã desta sexta-feira (1º), Cunha já havia divulgado uma nota, rebatendo as revelações de Cleto, que motivaram mais uma operação da Polícia Federal, na qual foi preso o agente do mercado financeiro Lucio Funaro, considerado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o operador do presidente afastado da Câmara no esquema.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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