Governo só tem verba para reparo em rodovias até agosto

Por Estadão Conteúdo |

compartilhe

Tamanho do texto

Estrangulamento financeiro do Dnit abriu um rombo de R$ 1,2 bilhão na verba anual necessária para executar os serviços

Estadão Conteúdo

Depois de ser obrigado a paralisar obras de pavimentação e duplicação de estradas em todo o País por causa da falta de recursos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) se vê agora sem condições de cumprir sua missão básica: garantir a manutenção das rodovias que já existem.

Dnit sofre com aperto nas contas públicas e pagamento de dívidas acumuladas
José Cruz/Agência Brasil
Dnit sofre com aperto nas contas públicas e pagamento de dívidas acumuladas

O estrangulamento financeiro do órgão abriu um rombo de R$ 1,2 bilhão na verba anual necessária para executar os serviços de reparo e conservação das estradas. Trata-se de um terço do dinheiro usado para cobrir os 55 mil quilômetros da malha federal. Sem esse recurso, o Dnit só tem condições de pagar a manutenção das rodovias até agosto. Depois disso, será obrigado a paralisar os serviços.

O esvaziamento da autarquia que sempre ostentou um dos maiores caixas do orçamento federal decorre não apenas do aperto nas contas públicas neste ano, mas também do pagamento de dívidas que o órgão acumulou de anos anteriores. Em 2016, o Dnit recebeu autorização para gastar R$ 6,5 bilhões, mesmo volume que teve no ano passado e praticamente metade do que chegou a contar entre os anos de 2010 e 2014. Ocorre que mais de 40% do dinheiro que entrou neste ano foi usado para pagar contas antigas, dando fim a uma pilha de centenas de contratos que já armazenavam cerca de três meses de atraso.

Para zerar esse passivo, o Dnit desembolsou R$ 2,7 bilhões do que recebeu. “Hoje não temos mais nenhum dos nossos mil contratos, tudo foi quitado, mas essa situação de fato limitou nossa capacidade de execução de outros serviços”, diz o diretor-geral do Dnit, Valter Silveira.

Após o pagamento das dívidas, sobraram R$ 3,8 bilhões. Seria o suficiente para dar a manutenção das estradas federais ao longo de todo o ano, não fosse a lista de emendas impositivas apresentadas pelos parlamentares, que encheu o órgão de “obras prioritárias” em suas cidades e sugou mais R$ 1,5 bilhão do caixa. Passada a régua, restaram R$ 2,3 bilhões para o órgão tocar os serviços de conservação e restauração básica. “Se pudéssemos, usaríamos parte desses recursos na manutenção, que é a nossa prioridade, mas temos que cumprir o que determinam as emendas”, afirma Casimiro.

O Ministério do Planejamento, diz a diretoria do Dnit, se comprometeu em recompor o orçamento do Dnit em pelo menos R$ 2,7 bilhões, parcela relativa ao pagamento de dívida. Para evitar que novos atrasos se acumulem neste ano, a autarquia decidiu dilatar o prazo de obras que já estão em andamento. “Vamos controlar os contratos e segurar um pouco o ritmo das execuções. Não queremos chegar em 2017 com o passivo que tínhamos este ano.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Conheça as estradas mais perigosas do mundo

Camino a Los Yungas, Bolívia: o local, conhecido como 'Estrada da Morte', liga La Cumbre a Yungas e é conhecido por ser muito estreito. Foto: Reprodução/YoutubeCamino a Los Yungas, Bolívia: a estrada tem até 3 m de comprimento em alguns trechos. Em 1983, acidente matou mais de 100 no local. Foto: Reprodução/YoutubeTúnel de Guoliang, China: localizado nas montanhas Taihang, província de Henan, o local é repleto de curvas e descidas íngremes. Foto: Reprodução/YoutubeTúnel de Guoliang, China: o túnel conta com cerca de 1.200 metros de longitude, até 4 metros de largura e aproximadamente 5 m de altura. Foto: Reprodução/YoutubeRodovia Panamericana, do Alasca a Argentina: a rede de estradas conecta vários países por meio de uma rota que apresenta diversos perigos. Foto: Reprodução/YoutubeRodovia Panamericana, do Alasca a Argentina: a travessia intercontinental inclui selvas, geleiras e áreas desérticas. Foto: Reprodução/YoutubePasso do Stelvio, Itália: apesar da incrível paisagem dos Alpes italianos, as curvas sinuosas e descidas íngremes tornam o percurso bem perigoso. Foto: Wikimedia CommonsPasso do Stelvio, Itália: a estrada tem 2,7 quilômetros e fica perto da fronteira italiana com a Suíça. Foto: Wikimedia CommonsCarretera Federal 1, México: a rodovia cruza a península da Baixa Califórnia, Tijuana e o Cabo San Lucas. A violência é um dos maiores perigos. Foto: Reprodução/YoutubeEstrada rumo ao vulcão Cotopaxi, Equador: enormes buracos e a má sinalização são algumas das precariedades da rodovia. Foto: Reprodução/Youtube Trecho de Arica a Iquique, Chile: embalados pela falsa sensação de segurança, motoristas acabam acelerando demais e são vítimas de acidentes . Foto: Reprodução/YoutubeTaroko Gorge Road, Taiwan: a rodovia é cheia de curvas fechadas e pontos cegos. Qualquer distração pode ser fatal. Foto: Reprodução/YoutubeTaroko Gorge Road, Taiwan: estrada passa pelo Parque Nacional de Taroko e foi erguida por meio de escavações. Foto: Reprodução/YoutubeDalton Highway, Alasca: com  666 km, a rodovia tem problemas típicos do clima gelado, como pouca visibilidade e pista escorregadia. Foto: Wikimedia CommonsDalton Highway, Alasca: além do caminho repleto de buracos e ventos fortes, grande parte da estrada atravessa o meio do nada. Foto: Wikimedia CommonsRodovia do Himalaia, Himalaia: a rede de estradas que leva às montanhas são estreitas e repletas de cascalho. Foto: Reprodução/YoutubeEstrada Skippers Canyon, Nova Zelândia: a estrada é tão estreita e sinuosa que o motorista precisa de uma licença especial para trafegar de carro. Foto: Reprodução/YoutubeEstrada Skippers Canyon, Nova Zelândia: além de estreita, a rodovia é repleta de curvas sinuosas à beira de um precipício. Foto: Reprodução/YoutubeBR-116, Brasil: a 'estrada da morte' brasileira é a segunda mais longa do País e a mais perigosa, com vias esburacadas, falta de sinalização e violência. Foto: Wikimedia CommonsA44, Reino Unido: a rodovia liga Oxford a Aberystwyth e apesar de pavimentada e bem sinalizada, tem sido responsável por várias colisões frontais. Foto: Wikimedia Commons


Leia tudo sobre: estradasreparosgovernodívidaDnit

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas