Famoso por usar motocicleta para executar vítimas a tiros, Tiago Rocha ainda será julgado por outros 29 homicídios

O ex-vigia no julgamento que lhe rendeu sua primeira condenação, um ano e meio após detenção
YouTube/Reprodução - 16.02.2016
O ex-vigia no julgamento que lhe rendeu sua primeira condenação, um ano e meio após detenção

Quase um ano e meio após ser detido como suspeito por dezenas de assassinatos na cidade de Goiânia, Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 27 anos, foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio da adolescente Ana Karla Lemes da Silva, nesta terça-feira (16).

O julgamento foi o primeiro de outros 29 que Rocha irá enfrentar pela série de homicídios dos quais é suspeito de ter cometido antes de sua prisão, ocorrida em outubro de 2014. Na ocasião, ele chegou a confessar à polícia o assassinato de 39 pessoas, entre mulheres, travestis e moradores de rua.

Destes, 35 casos foram levados à frente, mas acabaram arquivados por ausência de provas. Assim, restaram 30 assassinatos. Rocha ficou conhecido por se aproximar das vítimas sempre a bordo de uma motocicleta, usando capacete na cabeça e baleando-as na sequência. 

Relembre alguns dos casos marcantes de serial killers na América Latina:

Ana Karla, por exemplo, foi executada com um tiro no tórax quando caminhava pelas ruas do bairro Jardim Planalto, por volta das 19h de 15 de dezembro de 2013. Ela tinha apenas 15 anos. 

O próximo julgamento de Rocha ocorrerá já em 8 de março. Desta vez, ele será julgado pela morte de Juliana Neubia Dias, de 22 anos. Ela foi assassinada em 26 de julho de 2014, pouco mais de dois meses antes da prisão do ex-vigia.

Na ocasião, Juliana estava no banco de passageiros do carro do namorado quando Rocha aproximou sua moto. Ela foi baleada no pescoço e no tórax. 

Rocha é cercado por policiais no momento de sua detenção, em 2014: assassino confesso
Fotos Públicas
Rocha é cercado por policiais no momento de sua detenção, em 2014: assassino confesso

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, responsável por comandar as sessões, decididiu pelo júri popular ao acatar a denúncia do Ministério Público de que o homicídio duplamente qualificado foi praticado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima.

Michel Pinheiro Ximango fez a defesa de Rocha. Seus advogados iniciais – Brunna Moreno, Welyta Ferreira dos Santos e Leonaine Alves de Camargo – renunciaram a seus trabalhos junto ao vigia.

Na época em que foi preso, Rocha chegou a dizer que matava para "se livrar de uma angústia e por sentir prazer". Ele ficou conhecido por agir sozinho, sempre com um capacete de motocicleta na cabeça, executando suas vítimas com tiros. Segundo os investigadores, o vigilante assassinava “por ter raiva de tudo”. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.