Agredido pela polícia no Rio de Janeiro, jornalista faz desabafo na web

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Bernardo Tabak estava na Praça Mauá quando confusão se instalou. Segundo ele, pessoas apanharam gratuitamente

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Jornalista Bernardo Tabak publicou imagem com hematomas deixados pela GM
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Jornalista Bernardo Tabak publicou imagem com hematomas deixados pela GM

Um jornalista que estava presente no Technobloco, bloco não-oficial do carnaval, que desfilou pelas ruas do Rio de Janeiro, na madrugada desse sábado (13), publicou em sua rede social a imagem de hematomas deixados pela Guarda Municipal em ação na Praça Mauá, segundo ele. Bernado Tabak, de 40 anos, contou que apanhou e foi enforcado por estar filmando a confusão.

"Nunca imaginei em 40 anos de vida que iria fazer uma exibição pública da minha bunda. Mas também, jamais pensei que seria algemado e preso, depois de tomar muita porrada e ser enforcado pela Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio). O motivo? Estar filmando tamanha truculência e bestialidade dos agentes do Grupamento de Operações Especiais (GOE) contra foliões na madrugada de sábado, 13 de fevereiro de 2016", escreveu o jornalista do "O Globo".

Tabak diz que viu guardas batendo em pessoas gratuitamente e indiscriminadamente. "Afirmo: não vi qualquer depredação durante todo o desfile, não vi pichações e não vi ninguém lançando garrafas contra a GM-Rio (nem em nenhum dos vários vídeos que já assisti até agora)", contou o jornalista.

Segundo Tabak, o aparelho celular que usava para filmagem foi arrancado de suas mãos e arremessado enquanto ele era agredido. O homem contou que levou um "mata-leão" e gritou dizendo que não estava conseguindo respirar e em seguida foi algemado e arrastado para a viatura. "Pra que isso?! Eu não tou resistindo a nada!", questionou ele ao guarda. Um dos agentes respondeu: "Cala a boca! Tá preso por desacato!".

O jornalista foi encaminhado para a a 5ª DP (Mem de Sá) e em um boletim de ocorrência feito pelos agentes Souza e Gomez estava escrito que foi necessário o uso de "força moderada" durante a prisão. Para ele e os presentes na praça, a ação fez lembrar a época da Ditadura Militar. 

Tabak finalizou sua publicação pedindo investigação da GM e providências do prefeito Eduardo Paes.

A assessoria da Guarda Municipal informou que acompanhava normalmente o evento, e o tumulto ocorreu após um grupo tentar depredar a praça e o entorno, quando os guardas tentaram impedir e foram hostilizados.

Segundo a GM, há registro de lixeiras destruídas, tentativa de pichação dos equipamentos da praça e depredação. Ainda segundo a Guarda Municipal, os oito guardas que estavam no local fazendo o patrulhamento acionaram apoio para conter aqueles que faziam a depredação.

Três pessoas que atacaram os agentes com garrafas foram detidas e conduzidas para a delegacia, segundo a GM.

Fonte/O Dia

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