Rompimento de barragem deixa 500 mil pessoas sem água no interior de SP

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Acidente ocorreu devido ao depósito irregular de rejeitos da mineradora Rolando Comércio de Areia nesta sexta-feira

Rompimento causou a invasão de rejeitos no rio Paraíba do Sul, que fornece água para SP, MG e RJ
Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press - 06.02.16
Rompimento causou a invasão de rejeitos no rio Paraíba do Sul, que fornece água para SP, MG e RJ



Aproximadamente 500 mil pessoas ficaram sem água em São José dos Campos, no interior de São Paulo, após o rompimento da barragem da mineradora Rolando Comércio de Areia nesta sexta-feira (5), em Jacareí. Segundo o jornal "Estado de S. Paulo", as demais casas precisaram receber águas de poços e a previsão é de que a situação volte ao normal ainda neste sábado (6). Não há registro de feridos por causa do acidente.

O lançamento de rejeitos ocorreu na manhã de sexta, quando a empresa fazia atividades de extração em uma cava de areia próximo ao rio Paraíba do Sul. A empresa depositava irregularmente rejeitos da extração na cava da Meia Lua 1 – uma outra mineradora, que está com as atividades paralisadas e em processo de renovação de licença. O lançamento não autorizado elevou o nível de sedimentos na lagoa, o que resultou no rompimento da estrutura, lançando os rejeitos no rio Paraíba do Sul – o manancial abastece cidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) acompanha neste sábado (6) o trabalho de recuperação. Amostras de água foram enviadas a um laboratório de Taubaté para análise, mas ainda não há previsão para divulgação do resultado.

Segundo a Cetesb, até o momento, não foi possível estimar a quantidade de resíduo vazada. O lançamento, no entanto, provocou a alteração da qualidade das águas do Paraíba do Sul. Por enquanto, ainda não foi constatado nível de prejuízo ambiental e quantos peixes morreram por causa do dano.

A companhia ambiental determinou à Rolando Comércio de Areia a recuperação da área para conter o vazamento dos rejeitos no rio. A expectativa é que seja contido até o início da tarde deste sábado. Por já ter sido multada por descumprir a legislação municipal, desta vez, a multa para a empresa responsável pelo funcionamento da mineradora foi dobrada. O valor a ser cobrado será R$ 11.760. A penalização por despejar rejeitos na cava da mineradora paralisada deve ser fixada pela Companhia Ambiental na quarta-feira (10).

O iG tentou entrar em contato com a mineradora Rolando Comércio de Areia, mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem.

*Com Agência Brasil

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