Imunizante deverá proteger contra um sorotipo do vírus; a distribuição da vacina na rede pública ainda será avaliada

Agência Brasil

O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse nesta segunda-feira (11) que a grande aposta contra o zika vírus é o desenvolvimento de uma vacina. Segundo ele, a conclusão dos estudos sobre o imunizante deve demorar pelo menos dois anos.

O prazo será menor que o tempo para a elaboração da vacina contra a dengue, que demorou cerca de 20 anos para ser concluída e combina proteção contra quatro sorotipos do vírus. A vacina contra o zika vírus, que está relacionado à ocorrência de microcefalia, protegerá contra um.

Aedes aegypti é o responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zika vírus
Betina Carcuchinski/PMPA
Aedes aegypti é o responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zika vírus

“Estamos estudando, contactando, agindo”, disse o ministro em conversa com jornalistas no Ministério da Saúde na tarde de hoje (11). “Enquanto a vacina não vem, o importante é não deixar o mosquito [ Aedes aegypit ] nascer, porque quando ele nasce é um perigo ambulante”.

Castro citou um modelo de combate ao Aedes aegypit , vetor do vírus da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus, usado no município de Água Branca, no Piauí, que, segundo ele, é “simples e eficiente”. Os agentes de saúde da cidade saem de casa em casa procurando focos do mosquito e colam selos vermelhos nas portas das residências onde são encontrados criadouros. As casas livres de Aedes aegypit  recebem um selo verde.

“Aquilo fica exposto e todo mundo quer ter o selo verde. Foi uma mobilização muito grande na cidade e todo mundo fez o dever de casa para que, quando o agente voltasse, já tivesse tudo cumprido para receber o selo verde”, disse o ministro. Em 2015, o município piauiense registrou quatro casos de dengue. Em todo o Piauí, foram mais de 7,5 mil casos da doença.

Dengue
Segundo Castro, a Sanofi Pasteur, fabricante da Dengvaxia – primeira vacina contra a dengue registrada no Brasil – estima que cada dose deverá custar cerca de 20 euros. Para a total proteção contra a doença, serão necessárias três doses do imunizante. O valor oficial será estipulado pela Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos e só depois disso a vacina poderá ser vendida no país.

A distribuição dessa vacina na rede pública de saúde ainda será avaliada, segundo o ministro, que a considera “cara”. O governo aposta em um imunizante que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantã, que deverá custar um terço da Dengvaxia e proteger em apenas uma dose, mas ainda levará um ano para ficar pronto.

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