Objetivo é passar informações, orientações técnicas e diretrizes para profissionais de saúde e equipes de vigilância

Agência Brasil

O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (8) um protocolo emergencial de vigilância e resposta aos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika. O objetivo, segundo a pasta, é passar informações, orientações técnicas e diretrizes para profissionais de saúde e equipes de vigilância.

O protocolo do Ministério da Saúde define casos suspeitos de microcefalia
Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil
O protocolo do Ministério da Saúde define casos suspeitos de microcefalia


O documento contém a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, o parto ou após o nascimento. Também traz critérios para a exclusão de casos suspeitos e apresenta um sistema de notificação e investigação laboratorial.

Há ainda orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica de casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados. O protocolo também traz informações sobre o reforço do combate ao Aedes aegypti .

O diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch, lembrou que, desde  segunda-feira (7), a medida padrão adotada para a triagem de bebês com microcefalia passou a ser 32 centímetros (cm) e não mais 33 cm, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Essa diferença aparentemente pequena leva a um grande número de notificações de crianças que estão na curva de normalidade, no extremo dessa curva", disse Maierovitch. "Passamos a captar com mais segurança crianças que têm mais chance de ter microcefalia", completou.

O ministério informou ainda que a presidenta Dilma Rousseff deve se reunir nesta terça (8) às 17h com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, e com governadores de diversos estados para discutir um plano de combate e enfrentamento ao vírus Zika.


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