Segundo Kátia Marinho, caso da neta Kailane do Campos, que foi apedrejada no último dia 14, não foi o único: "Daqui a pouco todos vão estar achando normal ser apedrejados"

O Dia

A menina Kailane Campos, de 11 anos, agredida com uma pedrada no último dia 14, na Vila da Penha, no Rio de Janeiro, se encontrou nesta sexta-feira (26) com o Ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas. Em companhia da avó, Kátia Marinho, elas afirmaram durante audiência pública na Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro que o caso da garota candomblecista não foi isolado.

"Daqui a pouco todos vão estar achando normal ser apedrejados. Ao invés de frear isso, esses atos eles aumentaram, mas agora são violência física", contou Kátia Marinho.

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A avó da menina solicitou que os agressores que ainda não foram identificados sejam punidos como criminosos e não religiosos. Ela também pede que se investigue de onde vem partindo as demonstrações de ódio.

Kailane Campos se reuniu nesta sexta-feira com o ministro da Secretaria de Direitos Humanos
Carlos Moraes / Agência O Dia
Kailane Campos se reuniu nesta sexta-feira com o ministro da Secretaria de Direitos Humanos

Kailane se manifestou apenas para pedir respeito. A menina entregou abaixo assinado com 35 mil assinaturas ao ministro para que seja criado o Plano Nacional de Combate a Intolerância Religiosa. "Peço respeito para que eu possa sair de branco. Que eu possa sair na rua sem levar outra pedrada, sem apanhar na rua", diz.

O ministro afirmou que a pasta tem conversado com diversos órgãos para combater a intolerância religiosa. E ele também cobrou que as instituições façam sua parte. "Não precisamos de um plano para que os órgãos exerçam o seu papel. Mas ainda precisamos de políticas", alegou Pepe Vargas.

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O babalawo Ivanir dos Santos também fez cobrança ao ministro. De acordo com ele, em agosto será lançado um dossiê sobre intolerância religiosa em um audiência na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ele ainda alegou que pode acionar o Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA) por não combater esses crimes.

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