Morre morador de apartamento que explodiu em São Conrado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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O alemão estava internado no Centro de Tratamento de Queimados do Pedro II

Alemão Markus Muller, vítima da explosão em vazamento de gás
Reprodução/TV Gobo
Alemão Markus Muller, vítima da explosão em vazamento de gás

A assessoria de imprensa do Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste, confirmou oficialmente a morte do alemão Markos B. Maria Muller, de 51 anos, ferido na explosão do apartamento onde morava, no Edifício Canoas, em São Conrado, Zona Sul, no dia 18. Ele teve 50% do corpo queimado.

Segundo o órgão, o estrangeiro tinha passado mal na manhã de quarta-feira e seu quadro de saúde se agravou à noite.

Com complicações no quadro respiratório, ele morreu por volta de 1h desta quinta-feira. O corpo permanece no hospital e será removido ainda nesta manhã para o Instituto Médico Legal (IML) de Campo Grande.

A morte de Markus Muller ocorreu menos de 24 horas da divulgação feita pelo diretor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Sérgio William, de que uma instalação inadequada de gás na cozinha causou a explosão do apartamento do alemão em São Conrado. De acordo com peritos do ICCE, o laudo preliminar aponta que o problema teria acontecido na peça conhecida como rabicho — cano de cobre que liga a tubulação de gás com o aquecedor.

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A explosão causou a destruição de apartamentos do Edifício Canoas, na Rua General Olímpio Mourão Filho, em São Conrado, na Zona Sul do Rio
ESTADÃO CONTEÚDO
A explosão causou a destruição de apartamentos do Edifício Canoas, na Rua General Olímpio Mourão Filho, em São Conrado, na Zona Sul do Rio













Os peritos acreditam que a explosão, no dia 18, foi acidental. A Polícia Civil ainda não descartou outras hipóteses, como tentativa de homicídio e tentativa de suicídio.

“Temos certeza que não houve uma fixação até o final. A peça é até nova, mas não foi vedada corretamente. Foi um acidente, e o vazamento de gás foi grande”, garantiu o diretor do ICCE.

Ainda segundo ele, a peça foi encontrada no playground. Sérgio William afirmou ainda que uma sobreposição nos azulejos das paredes podem ter contribuído para a má instalação do aparelho de gás. “Havia azulejo sobre azulejo. Nesta condição, você diminui o espaçamento para atarraxar”, contou o diretor, informando ainda que a perícia não constatou a presença de outras pessoas no apartamento.

Nesta quinta-feira, peritos e técnicos da CEG farão um teste para tentar descobrir o volume de gás vazado no apartamento. “Queremos saber o quanto foi vazado e por quanto tempo. Temos que saber o tamanho da bomba. Houve imperícia, imprudência e negligência de quem fez a instalação. Uma simples fagulha do interruptor causou a explosão”, comentou Sérgio William.

Em nota, a CEG informou que não houve chamado de emergência do morador relatando suspeita de escapamento de gás e que as instalações e os equipamentos a gás são de responsabilidade do cliente. A CEG distribui o gás até o medidor

A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa) informou que vai solicitar cópia do laudo do ICCE e que vai se pronunciar oficialmente sobre o acidente em São Conrado em Sessão Regulatória, quando seu conselho diretor analisar integralmente os fatos e as provas contidas nos autos do processo. E que “caso a investigação aponte culpabilidade da CEG, ela pode ser penalizada com multa ou advertência.”

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