O ministro destacou que os cuidados com a dengue são os mesmos para evitar a incidência da febre chikungunya, que, apesar de ser menos grave, tem sintomas mais persistentes

Agência Brasil

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, esteve nesta segunda-feira em Volta Redonda (RJ) onde visitou as obras de construção do Hospital Regional do Médio Paraíba Zilda Arns
Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, esteve nesta segunda-feira em Volta Redonda (RJ) onde visitou as obras de construção do Hospital Regional do Médio Paraíba Zilda Arns

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, enfatizou nesta segunda-feira (25) o apelo para que a população continue apoiando o trabalho dos agentes sanitários na prevenção e no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. De acordo com o ministro, a perspectiva é que o número de casos da doença continue aumentando no País.

"Temos 745 mil casos registrados até o dia 18 de abril e sabemos que esse número aumentará, porque continuam chegando novas informações epidemiológicas. O Brasil vive uma situação de epidemia concentrada em nove estados", disse, explicando que essas unidades da Federação são as que registram mais de 300 casos por 100 mil habitantes. 

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De acordo com Chioro, só foi observada diminuição de casos de dengue nos Estados do Amazonas e Espírito Santos e no Distrito Federal. Ele solicitou que os serviços públicos e privados de saúde mantenham o cuidado com a identificação de casos e possíveis agravamentos da doença. "Principalmente para casos de suspeita de dengue que tenham dor abdominal contínua e vômitos persistentes, para que se possa ter um menor número de casos graves e de óbitos", disse.

O ministro destacou que os cuidados com a dengue são os mesmos para evitar a incidência da febre chikungunya, que, apesar de ser menos grave, tem sintomas mais persistentes. Atualmente, os casos da doença estão concentrados principalmente no Amapá e nos arredores da cidade de Feira da Santana, na Bahia. Nessas duas regiões foram registrados mais de 2 mil casos este ano.

A previsão é que a unidade fique pronta no fim do ano. Chioro anunciou que o ministério será responsável pelo custeio de 70% das cirurgias e internações. “O governo do Rio de Janeiro faz um esforço para construir, mas depois, para manter todos os anos, custa muito", destacou.

Chioro se reuniu com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e com 12 prefeitos da região. Mais tarde, participou da inauguração da unidade básica de saúde de Arrozal, em Piraí.

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