Tenente Vitória Cavalcanti conduz a aeronave AH-2 Sabre, uma máquina de guerra capaz de disparar mísseis e foguetes

Tenente Vitória Bernal Cavalcanti comanda a aeronave AH-2 Sabre da Força Aérea Brasileira
Divulgação Força Aérea Brasileira
Tenente Vitória Bernal Cavalcanti comanda a aeronave AH-2 Sabre da Força Aérea Brasileira

Ela tem apenas 23 anos e já é capaz de comandar um helicóptero blindado de 12 toneladas e que dispara mísseis e foguetes. A tenente Vitória Bernal Cavalcanti saiu da casa dos pais, em São Paulo, há cinco anos e hoje vive em Porto Velho, onde faz parte do Esquadrão Poti e maneja a aeronave AH-2 Sabre da Força Aérea Brasileira.

"É uma honra e um privilégio fazer parte de um efetivo de pilotos reconhecidos nacional e internacionalmente pelo profissionalismo, pela determinação e pelo espírito aguerrido", afirma.

O gosto pelo voo nasceu quando criança. "Eu ficava extasiada quando via um avião e mais ainda quando via um helicóptero", lembra. Com o apoio dos pais, Vitória, que se formou na Academia da Força Aérea (AFA) em 2013, deixou a vida na capital paulista. "Nunca é fácil vê-los poucas vezes ao ano. A saudade é imensa."

Uma das poucas mulheres que trabalham na FAB, Vitória diz que não há diferença de gênero
Divulgação Força Aérea Brasileira
Uma das poucas mulheres que trabalham na FAB, Vitória diz que não há diferença de gênero

A jovem é a primeira aviadora do Esquadrão Poti, equipado com os helicópteros de ataque AH-2 Sabre. Para ela, é a realização de um sonho conduzir uma das aeronaves "top de linha" da FAB. "Sei que poucos no mundo têm esse privilégio e pretendo aproveitar o que puder", ressalta.

Hoje em dia, a tenente treina para atuar como POSA – Piloto Operador de Sistemas de Armas –, responsável por acionar o armamento do AH-2. Para Vitória, esse foi um dos desafios de sua carreira. "Confesso que foi mais difícil do que eu esperava, porque eu pilotava ano passado um helicóptero muito mais leve e simples. A gama de equipamentos eletrônicos e sistemas é enorme."

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Ao iG , a jovem revela sua melhor experiência como tenente. "Foi a primeira vez que apertei o gatilho da metralhadora do helicóptero que voei no ano passado. O susto causado pelos projéteis quebrando a barreira do som e a visualização do alvo sendo atingido são emoções inigualáveis", relembra.

Como trabalhar em meio a tantos homens?

Apesar de ser uma das poucas mulheres que trabalham na FAB, Vitória diz que não sente diferença de gênero no ambiente e que nunca sofreu preconceito. "Aqui dentro somos todos iguais, somos defensores do nosso Brasil. O sexo não importa, o que vale é o profissionalismo e o preparo que você demonstra", afirma.

Para Vitória, é uma responsabilidade servir de exemplo para outras mulheres. Quando questionada se acredita que outras podem alcançar o mesmo objetivo, ela é firme na resposta. "Julgo que seja uma questão mais de acreditar em si e perseguir seus sonhos. Assim, qualquer pessoa, seja qual for o sexo, se estiver realmente motivada, superará os obstáculos e atingirá seus objetivos."


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