Após mortes, governo afirma que polícia reocupará Complexo do Alemão

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Chefe do Executivo fluminense, Pezão não dá detalhes a respeito da ação, mas descarta ajuda das Forças Armadas

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou, neste domingo (05), que a Polícia Militar voltará a ocupar o Complexo do Alemão. A promessa veio dias depois da divulgação da morte de Eduardo de Jesus, de 10 anos, atingido por um tiro fuzil na porta de sua casa em uma das favelas do conjunto, localizado na zona norte da capital fluminense.

Luiz Fernando Pezão: ele afirma que seu segurança pública é a prioridade de seu mandato
Bruno de Lima / Agência O Dia
Luiz Fernando Pezão: ele afirma que seu segurança pública é a prioridade de seu mandato

"A gente já vem discutindo o fortalecimento de algumas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). O Alemão é uma delas. Vamos entrar mais forte, vamos fortalecer, colocando mais policiais. Nestes três meses de governo já formamos mais de 1.100 PMs e vamos intensificar a ocupação no Alemão", disse ele.

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De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança fluminense, desde a semana passada policiais do Comando de Operações Especiais (COE) já reforçam o patrulhamento na região. Além de Eduardo, morreram outros três moradores no complexo durante tiroteios nos últimos dias.

Moradores fazem protesto contra mortes no Complexo do Alemão:

Moradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilMoradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

"[As UPPs] são um processo de seis ou sete anos que a gente tem de ir reavaliando, vendo o que deu certo, o que deu errado, e ir adaptando. A gente sabe que não é só segurança. Segurança é um instrumento para levarmos a saúde, a educação, a ação social, o tratamento de esgoto, o abastecimento de água. Estamos fazendo um grande esforço e não vamos retroceder. Pelo contrário, segurança continua sendo o nosso mantra, nossa política mãe. Vamos continuar investindo fortemente no Alemão e nas áreas mais conflagradas."

Segundo dados oficiais, as UPPs do Complexo do Alemão contam atualmente com 1.230 policiais militares. Por ora, o governador do Rio descarta pedir ajuda das Forças Armadas para atuar na conjunto de favelas. 

Mortes no Alemão
O jovem Eduardo foi atingido por um disparo na última quinta-feira (2), na porta de sua casa, em uma das favelas do Complexo do Alemão. A suspeita é que o tiro tenha sido disparado por policiais militares. A Divisão de Homicídios investiga o caso e todos os agentes que participaram da operação no dia da morte do menino foram afastados.

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“Estamos cercando a família dos cuidados necessários e fazendo o que está ao nosso alcance para minimizar essa dor. Vamos acompanhá-los com o que for preciso e essa ajuda não será só agora. Temos de dar uma resposta correta a essa família",  disse, em nota do governo do Estado, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Cosentino.

A pasta também ofereceu apoio psicológico à família. A mãe do garoto, a diarista Terezinha Maria de Jeusus, que afirma ter testemunhado o assassinato do filho, ficou  abalada no protesto em favor da paz e de justiça para as vítimas de tiroteios no Complexo do Alemão, realizado no sábado (03). "Eles estão matando inocentes. Essa polícia assassina tirou a vida do meu filho", desabafou ela.

Desde o início deste ano, confrontos são rotina no Alemão, que reúne 15 comunidades com 70 mil pessoas. Especialistas em segurança pública e moradores pedem recuo da polícia.

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