Perito comparou escrita de Odilaine Uglione e diz que nota não foi escrita por ela, segundo TV. Família quer reabrir caso

A carta de suicídio da mãe do menino Bernardo Boldrino, assassinado no Rio Grande do Sul em 2014, pode ter sido forjada. Em reportagem transmitida pela TV Globo na noite de domingo (29), peritos analisaram a letra de mensagens escritas pela enfermeira e da carta de suicídio e afirmam que não foi a mesma pessoa que escreveu. 

Odilaine foi encontrada morta em 2010 na clínica do pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini. À época, a polícia concluiu que ela cometeu suicídio com um revólver. Com as novas informações, a família de Odilaine Uglione quer reabrir a investigação da morte da enfermeira. 

A família acredita que Leandro Boldrini possa ter assassinado a ex-mulher. Leandro está preso desde o ano passado acusado pelo assassinato de seu filho Bernardo Boldrini.

Relembre o caso Bernardo Boldrini

A morte de Bernardo

O corpo do garoto de 11 anos foi encontrado no dia 14 de abril, dez dias após desaparecer, enterrado em uma mata na cidade de Frederico Westphalen, que fica a 80 quilômetros de Três Passos, onde a família reside.

Desde o dia em que o corpo de Bernardo foi descoberto, o pai, a madrasta Graciele Ugulini e uma amiga dela - a assistente social Edelvânia Wirganovicz, que teria ajudado a ocultar o corpo - estão presos. A última vez em que Bernardo foi visto, no dia 4 de abril, ele estava no carro da madrasta.

O laudo da perícia confirmou que substâncias do sedativo Midazolam foram encontradas no corpo de Bernardo. Para que o inquérito seja concluído, outros depoimentos ainda serão tomados e serão analisados laudos com resultados sobre o material colhido no corpo, na cova e nos automóveis.

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