Depressão, bipolaridade e ansiedade são maioria em tratamentos de saúde mental

Por Agência Brasil |

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Transtornos são os principais diagnósticos feitos no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Psiquiatria, na Vila Maria, zona leste da capital paulista

Agência Brasil

Depressão, bipolaridade e ansiedade são os principais diagnósticos feitos no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Psiquiatria, na Vila Maria, zona leste da capital paulista, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde. A maioria dos pacientes (52%) atendidos na unidade apresentaram algum desses transtornos, chamados de afetivos. Desde a inauguração do ambulatório, em agosto de 2010, quase 15 mil pessoas foram atendidas.

Para a psiquiatra Denise Amino, diretora técnica do serviço, o número é esperado, diante dos padrões da sociedade, tendo em vista que a incidência da depressão é em torno de 20%. “Não há um estudo para a sociedade em geral que mostre qual o percentual da depressão em relação aos transtornos mentais. Mas, com certeza, ela é maioria, se pensarmos que 20% é um número expressivo, enquanto a esquizofrenia, por exemplo, é 1% da população”, comparou.

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O ambulatório oferece cinco linhas de cuidados. Em relação aos transtornos afetivos, que representam mais da metade dos atendimentos, 38% são casos de depressão. A psiquiatria geriátrica corresponde a 17% dos casos; psiquiatria da infância e adolescência, 12%; transtornos psicóticos e esquizofrenia, 11%; e transtornos ligados ao uso de álcool e outras drogas (8%).

De acordo com a secretaria, mais do que um quadro de desânimo ou tristeza, a depressão é quando sentimentos negativos deixam de ser passageiros e começam a afetar de forma negativa a vida da pessoa em diversas áreas, seja no trabalho, no sono, no aspecto físico ou em suas relações pessoais. “São outros sintomas, para além da tristeza, perdurando por um período maior e causando prejuízos tanto na vida pessoal quanto profissional”, descreveu a psiquiatra.

Denise alerta que o preconceito em relação à depressão e a dificuldade em identificar os sintomas prejudicam a busca de uma ajuda especializada. “Se não tiver um atendimento adequado, a doença acaba se tornando crônica ou evoluindo para um quadro mais grave”, apontou.

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