Governo diz que rebeliões estão contidas no Rio Grande do Norte

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Governo do Estado que viveu onda de motins nos últimos dias afirma que buscará parceria com o setor privado para conseguir recuperar os estragos causados pelos presos

Agência Brasil

O tenente do Corpo de Bombeiros e assessor da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, Christiano Couceiro, disse nesta quinta-feira (19) que todas as rebeliões em presídios do Estado foram contidas e que o governo agora busca parceria com o setor privado para recuperar os estragos causados pelos presos.

“Acredito que os detentos, observando o poder do estado, a presença da Força Nacional, devem ter repensado um pouco a manutenção das ações nos presídios. Viram que o Estado não ia ceder a nenhuma reivindicação a não ser no cumprimento de direito que eles têm”, disse o tenente.

Força Nacional de Segurança Pública atuará nas prisões e nas ruas de Natal
Valter Campanato/Agência Brasil
Força Nacional de Segurança Pública atuará nas prisões e nas ruas de Natal

Durante revista no presídio de Alcaçuz, um dos maiores do estado, a Polícia Militar apreendeu hoje 117 instrumentos cortantes ou perfurantes – como estiletes e barras de ferro –  11 telefones celulares e cinco carregadores, além 15 chips e uma corda para rapel. A unidade, localizada no município de Nísia Floresta, na região metropolitana de Natal, é um dos 14 presídios do estado em que detentos se rebelaram nos últimos dias.

Entre as ações adotadas pelo governo para conter a crise no sistema prisional do estado, a Secretaria de Saúde potiguar iniciou hoje o combate a mosquitos em reservatórios de água próximos às unidades prisionais – atendendo a uma demanda dos presos. O governo também iniciou o planejamento para melhorar instalações dos presídios. Estão previstas reformas para ampliar a ventilação interna e mudanças no regime de visitas. Além disso, segundo a Secretaria de Segurança do estado, está sendo feita a coleta de lixo dentro e fora dos presídios.

Em relação à superlotação das cadeias do estado, Couceiro disse que o decreto de calamidade no sistema prisional, editado na última terça-feira (17), faz o chamado a empresas privadas atuarem na reconstrução dos locais destruídos nas rebeliões bem como na construção de presídios. No Rio Grande do Norte, são 7,7 mil presos para 4.666 vagas.

Esta semana, em meio a crise, 89 presos foram transferidos do Centro de Detenção Provisória da Ribeira, em Natal, para o presídio de Parelhas, na região do Seridó. Outros dez detentos que estavam no presídio de São Paulo do Potengi, foram levados para a unidade prisional do município de Currais Novos.

Mesmo com fim dos motins anunciado pelo governo, o estado manterá a operação Transporte Seguro, com abordagem surpresa em ônibus da capital e reforço do contingente de policiais nas ruas. “O governador autorizou o pagamento e diárias operacionais extras para os policiais que, voluntariamente, decidirem trabalhar fora da escala. Com isso, além do efetivo normal, mais 200 policiais estão nas ruas de Natal por dia”, informou Couceiro.

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