Movimento não é contra o governo, mas por moradia melhor, diz MTST

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Protestos fecham ruas em São Paulo, Minas Gerais e no Rio nesta quarta-feira (18). Há atos marcados para outros 10 Estados

Agência Brasil

As manifestações que o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e os movimentos da Frente de Resistência Urbana estão promovendo hoje em 30 pontos estratégicos de 13 estados não são contra o governo federal, em defesa do impeachment da presidenta da República ou mesmo da volta dos militares ao poder.

Segundo o coordenador estadual do MTST, Vitor Guimarães, o objetivo é tão somente defender a imediata implementação do Programa Minha Casa, Minha Vida 3, de melhores condições de moradia para as populações das periferias do país e contra o ajuste fiscal que vem sendo implementado pelo governo.

Manifestantes do MTST fazem protestos em São Paulo, Rio e Minas Gerais
MTST tenta dar "resposta ao avanço da direita"

No início da manhã, um grupo de cerca de 100 pessoas fechou o acesso à Ponte Rio-Niterói, ateando fogo a pneus na Avenida do Contorno, em Niterói, na região metropolitana do Rio, no fim da BR-101.

Manifestantes do MTST bloqueiam pista local da marginal Tietê, em São Paulo, na manhã desta quarta (18) em Dia Nacional de Luta. Foto: Reprodução/Facebook MTSTEstrada de Itapecerica foi bloqueada nos dois sentidos por protesto do MTST na manhã desta quarta (18). Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloProtesto do MTST na manhã desta quarta-feira (18) na Avenida Guarapiranga, sentido centro, zona sul de São Paulo . Foto: Luiz Claudio Barbosa/Futura PressNa zona sul de São Paulo, cerca de 1.500 manifestantes partiram da avenida Guarapiranga e seguem para a marginal Pinheiros. Foto: Reprodução/Facebook MTSTProtesto do MTST na manhã desta quarta-feira (18) na marginal Pinheiros, zona sul de São Paulo . Foto: Reprodução/Facebook MTST"Pisa ligeiro, pisa ligeiro. Quem não pode com a formiga, não atiça o formigueiro", cantam manifestantes na avenida João Dias, zona sul de SP. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloProtesto do MTST bloqueia, em Minas Gerais,a MG-010, que dá acesso ao aeroporto de Confins. Foto: Reprodução/Facebook MTSTEm São Paulo, manifestantes do MTST fecham a rodovia Raposo Tavares nos dois sentidos no km 21. Foto: Reprodução/TV GloboÀs 8h50 desta quarta-feira (18), manifestantes do MTST se reuniam em frente ao terminal João Dias (na zona sul) para protesto por moradia. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloMTST bloqueia acesso à ponte Rio-Niterói na manhã desta quarta-feira. Foto: Reprodução/@vitorledertheilEm Minas Gerais, protesto do MTST fecha a BR-040, em Contagem, perto da Ceasa. Foto: O TEMPO

“O movimento, que é feito em 13 Estados, tem como objetivo pressionar o governo a implementar imediatamente o Programa Minha Casa, Minha Vida 3. Nós o estamos chamando de "A periferia ocupa a cidade, reforma urbana de verdade". A ideia é pressionar pela liberação imediata dos recursos do Minha casa Minha Vida 3, que é a terceira etapa do programa e que ainda não saiu do papel”.

Segundo Guimarães, o movimento é uma forma de pressionar o governo a acelerar os trâmites para a implementação da terceira fase do Minha Casa, Minha Vida e protestar contra as reformas, em particular contra o ajuste fiscal.

“Mas é bom que fique claro que o movimento não é contra o governo, ou a favor do impeachment da presidenta, ou ainda a favor da volta dos militares ao poder. Somos contra a intervenção militar, mas a favor da intervenção popular. A gente acha que qualquer impeachment, ou ditatura ou golpe militar só vai sufocar ainda mais os trabalhadores e quem defende isso é também contra os nossos interesses”, disse.

Com relação à posição do MSTS contrária ao ajuste fiscal, Guimarães acredita que ele só atende aos interesses dos banqueiros. As mobilizações desta quarta vão marcar posição contra a defesa de intervenção militar, o preconceito elitista e a intolerância. Defendemos ainda uma política de reformas populares”, ressaltou o dirigente.

Guimarães lembrou ainda que em outubro do ano passado os integrantes do MTST promoveram uma ocupação chamada de Zumbi dos Palmares. "Estamos esperando até hoje que a prefeitura apresente um estudo técnico do programa para que consigamos avançar na construção das moradias que foram acordadas no fim do ano passado como consequência da ocupação”.

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