Manifestação nesta quarta-feira (18) pede o início da terceira fase do Minha Casa Minha Vida e tenta enfraquecer pauta direitista incorporada após êxito de atos do dia 15 de março

Nesta quarta-feira, protestos do MTST bloquearam 21 pontos de avenidas e estradas em sete Estados do País. Bloqueios devem acontecer durante a tarde em São Paulo, Piauí e Espírito Santo.

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Coletiva dos líderes do MTST na tarde desta quarta-feira (18)
Cristiane Capuchinho/iG
Coletiva dos líderes do MTST na tarde desta quarta-feira (18)


Os protestos marcados para o que foi chamado de "Dia Nacional de Luta pela Reforma Urbana" pediram o lançamento do Minha Casa Minha Vida 3 e marcaram oposição ao avanço do discurso de direita, simbolizado pela manifestação de domingo(15), segundo os líderes do MTST em coletiva nesta quarta-feira.

 "O ajuste fiscal está sendo feito de maneira desastrada e já ceifou verbas para a moradia", afirmou Guilherme Boulos, se referindo ao corte do programa Minha Casa Melhor e ao atraso da terceira fase do Minha Casa Minha Vida.

Para ele, os protestos desta quarta-feira foram um recado de que há insatisfação da população sobre os cortes de direitos sociais e dos trabalhadores.

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"Nossa expectativa é que o governo federal acorde e tome medidas populares. Se atente às reformas essenciais, como a reforma urbana, a política, a tributária, com a taxação de grandes fortunas", disse Boulos

Segundo ele, as marchas não apoiam o governo de Dilma ou os movimentos que pedem seu impeachment. "Ser contra o golpismo, o discurso de ódio, a intolerância não é apoiar o governo"

Boulos afirmou também que o MTST "não vai assistir calado à defesa da intolerância” e disse que as manifestações podem voltar a acontecer.

O MTST estima que 20 mil pessoas tenham participado dos protestos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Ceará, Paraíba e Bahia.


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