SUS incorpora novo medicamento contra o HIV

Por Agência Brasil |

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Segundo Ministério da Saúde, mortalidade por aids caiu 13% nos últimos dez anos, passando de 6,4 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2003, para 5,7 mortes, em 2013

Agência Brasil

O Ministério da Saúde decidiu incorporar o medicamento darunavir 600mg comprimidos revestidos como terapia antirretroviral oferecida para adultos com HIV em tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria foi publicada hoje (17), no Diário Oficial da União.

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O coeficiente de mortalidade por aids caiu 13% nos últimos dez anos, passando de 6,4 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2003, para 5,7 mortes, em 2013. A faixa etária onde a epidemia mais cresceu foi entre jovens de 15 a 24 anos.

No ano passado, a pasta incorporou novas formulações para pacientes com aids, como o ritonavir 100 mg na apresentação termoestável e o tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300 mg em um único comprimido, o chamado dois em um.

Dados do governo indicam que, entre 2005 e 2013, o total de brasileiros com acesso ao tratamento antirretroviral mais que dobrou, passando de 165 mil pra 400 mil. Atualmente, o SUS oferece 22 medicamentos para pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.

Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. A epidemia no país é considerada estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos para cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil novos casos da doença todos os anos.

Veja imagens de idosos que lutam contra o HIV:

Paciente Joana*, de 49 anos, com sequelas motoras no corredor da Casa Guadalupe, em São Paulo . Foto: Carolina Garcia/iG São PauloMaria* no quarto que divide com outras pacientes. Ela recebe visita apenas da filha, os outros dois filhos a rejeitam. Foto: Carolina Garcia / iG São Paulo*Fátima, de 56 anos, sofre com total paralisia após a evolução da doença. Foto: Carolina Garcia / iG São PauloRemédios são separados por nome na casa. Paciente com caso mais severo chega a tomar mais de 30 comprimidos por dia. Foto: Carolina Garcia / iG São PauloSônia*, de 77 anos, exibe unhas pintadas por voluntários da Casa Guadalupe. . Foto: Carolina Garcia / iG São PauloDiana*, de 63 anos, não sabe dizer quando contraiu o vírus. Diagnóstico tardio desenvolveu sequelas motoras. Foto: Carolina Garcia / iG São PauloRenata*, de 63 anos, era esteticista e tem cuidados com os cabelos e assessórios . Foto: Carolina Garcia / iG São PauloA doença não elimina a vaidade, explica Maria. Ela adora pulseiras e colares que são doações para casa. Foto: Carolina Garcia / iG São PauloPaciente exibe unhas pintadas para a enfermeira Thalita. "Elas não podem perder o cuidado com o próprio corpo". Foto: Carolina Garcia / iG São PauloCaixa com medicamentos para um mês na Casa Guadalupe. Foto: Carolina Garcia / iG São PauloDuas pacientes da Casa Guadalupe apresentam quadro de paralisia; a mais nova tem 39 anos. Foto: Carolina Garcia / iG São PauloRoberta exibe com orgulho seu caderno de desenhos; ela tem aulas com voluntários da Casa Guadalupe. Foto: Carolina Garcia / iG São PauloRoberta*, de 54 anos, contraiu a doença após ato sexual sem proteção. Foto: Carolina Garcia / iG São Paulo


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