Bancos, shoppings e condomínios de luxo estão em programa de desconto da Sabesp

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Para se enquadrar no programa, criado em 2007, as empresas devem ter consumo mensal superior a 500 metros cúbicos (m³)

Agência Brasil

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) divulgou a lista dos grandes consumidores de água da região metropolitana que possuem contratos de demanda firme. Os estabelecimentos comerciais e industriais enquadrados nessa modalidade recebem descontos de até 45% nas tarifas de água e esgoto.  Foram publicados na página da empresa os nomes de 534 clientes, sendo que outros três participantes do programa têm contratos confidenciais.

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Para se enquadrar no programa, criado em 2007, as empresas devem ter um consumo mensal superior a 500 metros cúbicos (m³). A partir desse volume, o cliente passa a ser enquadrado nas faixas de desconto. Caso, ao fim do mês, o consumo seja menor do que o patamar estabelecido no contrato, a Sabesp cobra a diferença.

Participam do programa hospitais, bancos, supermercados, universidades indústrias, condomínios comerciais e shoppings. Esses consumidores são responsáveis, segundo a Sabesp, pelo consumo de – em média – 1,9 milhão de metros cúbicos por mês, entre 2% e 3% de todo o consumo da região metropolitana, onde vivem 20 milhões de pessoas.

Ao prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de São Paulo que investiga problemas com o abastecimento de água na cidade, o diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato, defendeu o programa. Ele negou que o modelo incentive o aumento de consumo. “Nós não incentivamos, necessariamente, o aumento de consumo”, disse. ao falar aos vereadores, no final de fevereiro.

De acordo com Massato, mesmo com os descontos, a tarifa média dos contratos de demanda firme ainda é mais de três vezes maior do que as residenciais. Enquanto as empresas que aderem ao programa pagam em média R$ 7,80 por m³, dos consumidores domésticos são cobrados no máximo R$ 2,30 por m³. “A tarifa residencial é subsidiada por esses contratos de demanda firme”, destacou.

A demanda firme corrigiu, segundo Massato, uma “distorção tarifária” que fazia com que fosse mais barato para os grandes consumidores comprar água de outras fontes e fazer o tratamento dos efluentes (resíduos líquidos) por meios próprios. Com os descontos, as empresas passaram a usar os serviços da estatal.

Em nota, a Sabesp acrescenta que os consumidores da demanda firme também estão sujeitos às penalidades estabelecidas devido ao racionamento na Grande São Paulo. Caso esses clientes ultrapassem a média de consumo no último ano pagarão multa de 40%. Se o gasto exceder em 20% a média, o acréscimo chega a 100%.

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