Cheia do Rio Acre prejudica 87 mil pessoas

Por Agência Brasil |

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Defesa Civil e os Bombeiros apelam para que proprietários de barcos e caminhões disponibilizem esses equipamentos para ajudar no socorro

Agência Brasil

A prefeitura de Rio Branco, capital acriana, informou hoje (4) que chega a 87 mil o número de pessoas prejudicadas pela cheia histórica do Rio Acre. Conforme os dados da prefeitura, 53 bairros da cidade estão alagados, somando uma área de 5 mil hectares. Os abrigos disponíveis acolhem 8.509 pessoas. Com três pontes interditadas, a população sofre ainda com o desabastecimento de água e energia.

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De acordo com medição feita pela Defesa Civil na manhã de hoje, o nível do Rio Acre continua aumentando em Rio Branco. Nas 24 horas entre uma medição e outra, ocorreu aumento de 24 centímetros no nível da água, atingindo o nível histórico de 18.34 metros.

Para diminuir o fluxo de pessoas no centro da cidade e mobilizar mais voluntários, o governo estadual e a prefeitura decretaram ponto facultativo nas repartições públicas até o fim desta semana. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros apelam para que proprietários de barcos e caminhões disponibilizem esses equipamentos para ajudar no socorro aos desabrigados.

Enchente histórica do Rio Acre interdita três pontes, alaga 53 bairros de Rio Branco e prejudica 87 mil pessoas na cidade
Sérgio Vale/Agência de Notícias do Acre
Enchente histórica do Rio Acre interdita três pontes, alaga 53 bairros de Rio Branco e prejudica 87 mil pessoas na cidade


Outra preocupação das autoridades locais é com as comunidades rurais, porque a enchente vem causando prejuízos a centenas de agricultores familiares. Segundo levantamento dos governos estadual e municipal, a enchente prejudica a produção agrícola de 32 áreas rurais em 4,5 mil hectares de área atingida. Os prejuízos para os produtores somam R$ 52 milhões.

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Desde ontem (3), o ministro Gilberto Occhi, da Integração Nacional, está no Acre, onde visitou abrigos, sobrevoou áreas atingidas e manteve reuniões técnicas para enfrentamento da situação. Em nota, o ministério divulgou que recebeu do governo estadual uma lista de 3,2 mil famílias vivendo em áreas de risco.

Conforme a nota, a proposta é que estas famílias recebam moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. Portaria do Ministério das Cidades prevê esta situação em casos de emergência e calamidade pública.

A estratégia foi discutida em reunião realizada ontem, em Rio Branco, entre o Ministério da Integração Nacional e representantes do Ministério das Cidades, governo do Acre, Banco do Brasil, da Prefeitura de Rio Branco e Caixa Econômica Federal.

Amanhã (5), Gilberto Occhi segue para o município de Eirunepé (AM), onde se encontrará com o governador do Amazonas, José Melo. Eirunepé é um dos sete municípios do Amazonas atingidos por inudanções que tiveram reconhecimento de situação de emergência publicado ontem. Os demais são Boca do Acre, Carauari, Envira, Ipixuna, Itamarati e Tapauá.

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