Grupo se diz satisfeito com a Lei dos Caminhoneiros, mas ressaltou que a questão do preço do combustível é o ponto central de suas reivindicações

Agência Brasil

Os caminhoneiros concentrados no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, desistiram do "caminhonaço" em direção ao Congresso, depois que alguns parlamentares visitaram o local, na manhã de hoje (3), e agendaram reuniões com representantes dos motoristas, à tarde, no Congresso, para discutir as reivindicações.

Os manifestantes se disseram satisfeitos com a aprovação da Lei dos Caminhoneiros, sancionada ontem (2) pela presidenta Dilma Rousseff, mas ressaltaram que a questão do preço do combustível é o ponto central de suas reivindicações - determinante para que parem com as mobilizações.

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"A aprovação da lei foi boa, não negamos. Mas nós queremos mesmo é o que o preço do óleo seja baixado. E queremos também que seja feita uma tabela referencial para a questão do frete", disse Alceu Tramujian Neto.

Ainda de acordo com Alceu, os deputados prometeram levar aos colegas parlamentares soluções para essas reclamações. "Eles [parlamentares] disseram que vão tentar debater a possibilidade de baixar algum tributo cobrado sobre o preço do combustível", explicou.

Na semana passada, após participar de cerimônia para entrega de casas populares do Programa Minha Casa, Minha Vida, a presidenta Dilma Rouseff disse que "o governo não tem como baixar o preço do diesel". Ela também defendeu a política de preços do governo para os combustíveis, que não é diretamente vinculado à cotação internacional do petróleo, e acrescentou que a estratégia será mantida.

O caminhoneiro Gilberto Bandeloff disse que o "buzinaço" foi adiado porque os motoristas estão se fiando na promessa dos parlamentares. "Por enquanto, estamos nos fiando na promessa deles [deputados]. Acho que o governo vai atender nossa reivindicação, porque temos, agora, representantes no Congresso", disse.

Gilberto adiantou que a categoria não tem ainda definições sobre os próximos passos da manifestação. Ressaltou que, por enquanto, a reunião para o diálogo era o melhor caminho a ser tomado. "Eles prometeram conseguir essa pauta no Congresso ainda hoje pra gente. Vamos esperar por isso", terminou.


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