Apreensão de produtos contrabandeados aumentou 34% em um ano, diz ABCF

Por Agência Brasil |

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São Paulo é o destino preferido dos contrabandistas, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia

Agência Brasil

A quantidade de produtos contrabandeados apreendidos cresceu 34% nos últimos 12 meses na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com balanço das operações de combate ao contrabando, divulgado hoje (3) pela Associação Brasileira de Combate ao Contrabando (ABCF). No total, houve 1.200 operações da ABCF em conjunto com a polícia civil.

A ABCF é uma entidade sem fins lucrativos que atua contra o contrabando e denuncia a existência no mercado de produtos adulterados aos órgãos governamentais de fiscalização.

O Estado de São Paulo é o destino preferido dos contrabandistas, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Pará e Rio de Janeiro.

Pontos de venda de pirataria em São Paulo

Rua 25 de março, 11h30 da manhã. Antes atentos ao “rapa”, os comerciantes ambulantes trabalham tranquilos em uma das vias mais conhecidas do comércio popular. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São PauloNos seis primeiros meses deste ano, a GCM apreendeu 477 mil itens ilegais, contra 2 milhões no mesmo período de 2012. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São PauloOs culpados não são os camelôs, mas o ambiente que atrai os oportunistas. Em uma rua sem confusão, a segurança é maior”, aposta Camilo.. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA Secretaria de Coordenação das Subprefeituras diz que o número deste ano não inclui as apreensões em locais privados. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São PauloO ex-comandante da PM, Álvaro Camilo, diz que, além de fomentar o comércio irregular, a fiscalização deficiente aumenta a o número de roubos e assaltos . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São PauloConhecida como o “bico oficial” de policiais, a Operação Delegada é um convênio do governo do Estado com prefeituras que utilizam o trabalho de oficiais em dia de folga. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São PauloEm seis meses, a Operação Delegada minguou 45%, reduzindo a fiscalização sobre a pirataria.. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São PauloSegundo a PM, no auge da Delegada os roubos caíram 59% na região central. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São PauloO prefeito Fernando Haddad quer dar um novo rumo à Delegada: ao invés de fiscalizar ambulantes, a PM combateria a criminalidade na periferia . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São Paulo


De acordo com o balanço da ABCF, foram feitas 436 operações tendo como resultado a apreensão de mais de 650 mil maços de cigarros e 1,3 milhão de peças de roupas. No segmento de luxo (bolsas, óculos e assessórios) houve 10 mil artigos apreendidos. Houve ainda as seguintes apreensões: 3.500 unidades de charutos; 20 mil rolos fios e cabos elétricos; 10 toneladas de autopeças; e 20 mil unidades de cerveja e bebidas.

Segundo o diretor da ABCF, Rodolpho Ramazzini, ao comprar esses produtos o cidadão brasileiro está causando mal a si mesmo e à sociedade. “Estamos perdendo a luta contra o contrabando e o Brasil não está atuando devidamente para combater essa prática. Cada dia temos que aumentar o trabalho de inteligência porque esse é um crime institucionalizado”.

Para Ramazzini, as fronteiras desguarnecidas e os portos abertos facilitam a entrada de produtos ilegais, sendo necessário o aumento de postos e agentes de fiscalização nessas áreas. “Quando falamos de contrabando em larga escala estamos falando das fronteiras secas com o Paraguai, com a Bolívia e com a Colômbia. Chegamos à conclusão de que facções criminosas atuam e lavam o dinheiro obtido com tráfico de drogas e venda de armas com contrabando de cigarros e eletroeletrônicos que passam por essas fronteiras”.

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