Paralisações de caminhoneiros se restringem ao RS e SC; governo reitera acordo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em nota oficial, Secretaria-Geral da Presidência da República, informa que 80% dos focos de paralisação estão na região Sul

A Secretaria-Geral da Presidência da República, ministério que faz a intermediação de demandas sociais ao governo, divulgou nota neste domingo (1º), informando que "as manifestações seguem localizadas na região Sul do País com 80% dos bloqueios concentrados em rodovias federais no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina". O órgão reiterou ainda que o governo matém compromisso com "as propostas anunciadas esta semana e a disposição para o diálogo tendo como base o encerramento das interdições de rodovias".

Segundo o boletim de interdições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado às 20h do sábado (28), havia 46 bloqueios nas estradas do País. Até às 10h, essa era a última atualização oficial. 

De acordo com informações do jornal "Zero Hora", de Porto Alegre, e "A Notícia", de Florianópolis, os bloqueios foram reduzidos de 18 para 13 de ontem para hoje, no primeiro Estado, e subiram de 12 para 18 nas rodovias catarinenses.

Leia mais: Greve de caminhoneiros: Justiça determina desocupação de rodovias no RS

Caminhoneiros fazem interdição em 38 pontos neste sábado; maioria no Sul

A Secretaria-Geral da Presidência afirma que a "diminuição do movimento e a atuação da Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e polícias estaduais no cumprimento da lei vem assegurando o livre trânsito a quem queira trabalhar, possibilitando a normalização do abastecimento de combustível e a retomada da atividade econômica". O órgão informou ainda que vai ampliar a presença das forças policiais para garantir o cumprimento das decisões judiciais e a desobstrução das rodovias garantindo o direito ao trabalho e o abastecimento da população.

O movimento dos grevistas, que utilizam a paralisação de estradas no País como forma de protesto, começou no dia 21 deste mês, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná e atingiu o auge na tarde de quarta-feira (25), quando foram registrados, 119 focos de paralisação de caminhoneiros em rodovias federais, a maior parte deles nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Não há estimativas de prejuízos oficiais.

Leia mais: Protesto ganha força e caminhoneiros bloqueiam rodovias em 11 Estados do País

A categoria pede, entre diversas reivindicações, elevação do serviço de frete, que o Governo Federal reduza o preço do Diesel, regulamente a Lei do Caminhoneiro (que estipula jornada de 8 horas de trabalho e pagamento de horas extras e responsabilize o contratante do frete pelo excesso de peso). Os caminhoneiros escolherem esse momento do ano para as manifestações em decorrência do escoamenta da safra de soja, principal produto do agronegócio brasileiro.

Caminhoneiros fazem manifestação na BR-116 Norte, em Feira de Santana
. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros fazem manifestação na BR-116 Norte, em Feira de Santana
. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros fazem manifestação na BR-116 Norte, em Feira de Santana
. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros fazem manifestação na BR-116 Norte, em Feira de Santana
. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros fazem manifestação na BR-116 Norte, em Feira de Santana
. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros tomam banho em córrego ao lado da Rodovia BR 040, em Minas, durante paralisação da categoria. Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura PressCaminhões parados na BR 040, em Belo Horizonte, nesta terça-feira (24), sexto dia de greve. Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura PressJustiça determina desocupação de rodovias no RS. Foto: Futura PressOs estados mais prejudicados pelos caminhoneiros são Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Foto: Valter Campanato/Agência BrasilCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos PúblicasCaminhoneiros mantêm bloqueios de rodovias federais. Foto: Fotos Públicas



Representantes do movimento de caminhoneiros reuniram-se na terça-feira (24) com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para pedir a criação de um valor de frete mínimo para a categoria e fazer outrar reivindicações. Na quarta-feira, os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República (Miguel Rossetto), dos Transportes (Antônio Carlos Rodrigues) e da Agricultura (Kátia Abreu)  celebraram acordo entre lideranças da categoria. O governo se comprometeu a sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, facilitar financiamento para compra de caminhões e congelar o preço do diesel pelos próximos seis meses. 

Na quinta-feira (26), o ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) informou que a multa por paralisação seria de até R$ 10 mil por hora, segundo  valor estabelecido pela Justiça Federal para caminhoneiros que obstruírem rodovias no Brasil, anunciado mais de uma semana após o início da paralisação que chegou a afetar estradas em 11 Estados, prejudicando motoristas e, principalmente, o abastecimento de produtos básicos a cidades do País.

A punição foi anunciada por Cardozo em sua primeira coletiva de imprensa sobre a greve. Segundo a decisão, todos os trabalhadores que impedirem o tráfego nas rodovias federais serão punidos com a pesada multa, de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hora, dependendo da estrada prejudicada. 






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