Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo anunciou punição rigorosa a profissionais que bloquearem rodovias; segundo a polícia, 27 estradas federais continuam com problemas no País

Apesar da pesada multa a caminhoneiros que obstruírem rodovias federais, anunciada pelo Ministério da Justiça nesta quinta-feira (26), a situação nas estradas do Brasil segue problemática em trechos de 27 BRs de ao menos seis Estados devido à paralisação de profissionais da categoria. 

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo anunciou a punição em coletiva de imprensa realizada na sede de seu ministério, na tarde desta quinta. Nela, ressaltou por diversas vezes que a greve, que chegou ao seu oitavo dia, havia terminado na véspera, quando lideranças de caminhoneiros aceitaram um acordo com o governo. E garantiu: qualquer ato de contrariedade levará o caminhoneiro a ser multado em R$ 5 mil a R$ 10 mil por hora caso siga obstruindo pistas de rodovias.

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Balanço mais recente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que a manifestação dos caminhoneiros continuava interditando ao menos 88 pontos de rodovias federais do País às 20h desta quinta-feira. Ao todo, os motoristas tinham dificuldades para trafegar em 27 BRs, estradas de propriedade do governo federal.

Os Estados da região Sul continuavam sendo os com maior número de pontos de protestos: Rio Grande do Sul com 31 bloqueios; Santa Catarina com 21; e Paraná com 19. Em Mato Grosso havia dez pontos obstruídos, inclusive um na capital Cuiabá; na Bahia, três; e no Ceará, um.

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As rodovias federais 116, 163 e a 282 eram as que mais tinham manifestações. Na Bahia todos os protestos estavam concentrados na cidade de Luiz Eduardo Magalhães, um na BR-20, no Km 211, e dois na BR-242, nos Kms 874 e 887.

Apesar do anúncio de acordo firmado entre governo e caminhoneiros na quarta-feira (25), muitas das interdições tiveram início nesta quinta, segundo a PRF. Entre elas todas as do Mato Grosso, 13 do Paraná, 13 do Rio Grande do Sul, uma do Ceará e nove em Santa Catarina.

Pela proposta apresentada na véspera o governo promete sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, prorrogar por 12 meses o pagamento de caminhões por meio do Programa Procaminhoneiro e criar, por meio de negociação entre profissionais da categoria e empresários, uma tabela referencial de frete. 

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