Ceará deve enfrentar o quarto ano seguido de seca; o volume de chuvas deve ficar até maio abaixo das médias históricas

Agência Brasil

O governador do Ceará, Camilo Santana, apresenta na quarta-feira (25) um plano de convivência com a seca, com o objetivo de enfrentar a crise hídrica que afeta o Estado. A apresentação será feita no plenário da Assembleia Legislativa do Estado.

Atualmente, os açudes do Estado estão com capacidade abaixo de 30%. No município de Crateús, a 354 quilômetros de Fortaleza, o Açude Barragem do Batalhão, que atendia à população, está totalmente seco. O abastecimento agora é com água de açude de mujnicípio vizinho, bombeada por meio de adutora.

O governo tem feito obras emergenciais, como perfuração de poços e envio de carros-pipa. Na segunda-feira (24), um grupo de trabalhadores sem-terra ocupou o Palácio da Abolição, sede do governo, para reivindicar ações que minimizem os efeitos da seca em comunidades rurais.

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Os sem-terra se reuniram com representantes do governo e deixaram o palácio com a promessa de que seriam perfurados, emergencialmente, 110 poços para abastecer 220 comunidades afetadas pela seca. O secretário do Desenvolvimento Agrário, Dedé Teixeira, afirmou que a demanda fará parte do plano que será apresentado amanhã.

O Ceará deve enfrentar o quarto ano seguido de seca. Segundo os últimos prognósticosdivulgados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o volume de chuvas até maio ficará abaixo das médias históricas.

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