Governador Tião Viana espera o aval da Defesa Civil nacional para decidir sobre o decreto de Estado de Calamidade

Agência Brasil

As chuvas que caíram no Acre neste fim de semana fizeram o Rio Acre – que corta todo o estado – transbordar em diversos municípios. Em Brasileia, por exemplo, 800 famílias ribeirinhas foram afetadas pela enchente. Na cidade, que faz fronteira com a Bolívia, ao menos 200 pessoas estão desabrigadas.

Brasileia está em situação de emergência. O governador Tião Viana espera o aval da Defesa Civil nacional para decidir sobre o decreto de Estado de Calamidade.

Viana ressaltou a necessidade de técnicos da Defesa Civil ir ao estado para verificar a situação por que passam os acrianos. Segundo ele, é necessário “observar outros itens que [vão além] do que é a situação de emergência decretada”, e avaliar se há necessidade de decretar a calamidade pública em Brasileia.

Na capital, Rio Branco, o rio também transbordou, deixando a prefeitura em alerta. Um abrigo público foi montado no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, com capacidade para 160 famílias.

Em Assis Brasil, cidade acriana na fronteira com o Peru, a cheia do Rio Acre atingiu 140 casas.
Em Xapuri, a 175 quilômetros da capital, o rio ultrapassou a cota de transbordamento de 13,4 metros, chegando a quase 15 metros. Técnicos do estado afirmam que há probabilidade que o nível suba ainda mais.

Pelo menos 60 famílias tiveram que deixar suas casas e estão alojadas em escolas e no ginásio polioesportivo da cidade de Xapuri.

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