Suspeito de matar gêmeos e mulher é preso no interior de Minas Gerais

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Em depoimento, pai dos bebês afirmou ter ajudado suposto assassino a marcar encontro com Izabella Marquez Gianvechio para "dar um susto nela", que exigia pensão para os dois filhos

A Polícia Civil de Minas Gerais anunciou, na tarde desta quinta-feira (19), a prisão de Antônio Moreira Pires, principal suspeito do assassinato de um casal de gêmeos com menos de dois meses de vida e da mãe das crianças, Izabella Marquez Gianvechio, de 22 anos. 

Ana Flávia em imagem postada no Facebook: bebês não tinham nem 2 meses de vida
Facebook/Reprodução
Ana Flávia em imagem postada no Facebook: bebês não tinham nem 2 meses de vida

Conhecido como "Pedrão", Pires foi preso em uma fazenda no município de Sacramento, cidade localizada a 70 km de Uberaba, onde viviam as vítimas. O suspeito foi apontado pelo pai das crianças, Matuzalém Ferreira Júnior, 49 anos, como o responsável pelos assassinatos.

Relembre crimes em família que chocaram o Brasil:

Mala onde estava o corpo foi achada às margens da represa Atibainha, em Nazaré Paulista, interior de São Paulo (10.03.15). Foto: Edison Temoteo/Futura PressMichelli Nogueira Arrabal, de 31 anos, era casada (10.03.15). Foto: Facebook/ReproduçãoMichelli Nogueira trabalhava na companhia aérea Azul (10.03.15). Foto: Facebook/ReproduçãoJulio Arrabal foi encontrado morto na casa onde o casal morava, em Sumaré. Ele é o principal suspeito (10.03.2015). Foto: Facebook/ReproduçãoCorpo de comissária de bordo é encontrado dentro de mala em represa de SP (10.03.15). Foto: Facebook/ReproduçãoAlcir Pederssetti, de 41 anos, é suspeito de assassinar a esposa, filha, sogro, sogra e cunhada e depois se matar (26.02.15). Foto: Reprodução/FacebookLana, de 16 anos, é uma das vítimas do pai. Crime aconteceu em fevereiro deste ano. Foto: Reprodução/FacebookVelório das crianças mortas a facadas pelo pai. O crime aconteceu em  julho do ano passado (11.07.2014). Foto: Futura PressSara Kelly, mãe das vítimas, durante velório das quatro crianças mortas a facadas pelo pai São Paulo. Elas tinham entre um e 10 anos (11.07.14). Foto: Futura PressEm um dos crimes em família mais icônico, o adolescente Marcelo Pesseghini ao lado do pai, o sargento da Rota Luiz Marcelo Pesseghini, de 13 anos, foi apontado pela polícia como assassino dos pais, da avó e da tia avó. O crime aconteceu em agosto de 2013. Foto: Arquivo pessoalEstudante de enfermagem Loanne Rodrigues da Silva Costa, de 19 anos, e o padrasto foram encontrados mortos e acorrentados pelos pés a uma árvore. Crime aconteceu em dezembro de 2013 em  Pirenópolis, Goiás. Foto: Reprodução/FacebookSegundo a polícia, os filhos acreditavam que o padrasto de Loane poderia ter planejado matar a jovem e sentiria desejo por ela. Foto: Reprodução/FacebookLoanne e o padrastro tiveram abdômen cortado e órgãos arrancados, segundo a polícia (18.12.13). Foto: Reprodução/FacebookAntes do assassinato, a jovem já havia recebido ameaças de morte e sido agredida com uma paulada na cabeça (18.12.13). Foto: Reprodução/FacebookAmiga de Loanne disse à polícia que o padrasto ligava o tempo todo para a jovem (18.12.2013). Foto: Reprodução/FacebookO menino Joaquim Ponte, de 3 anos, foi encontrado boiando no rio Pardo, em Barretos, interior de SP. O crime aconteceu em novembro de 2013 (06.11.13). Foto: Alfredo Risk/Futura PressO padrastro Guilherme Longo é suspeito do assassinato de Joaquim (20.12.13). Foto: Reprodução/EPTVJoaquim Ponte Marques, de 3 anos, ficou desaparecido por cinco dias. Foto: Futura PressNatália Ponte, mãe de Joaquim, deve responder por omissão (11.12.13). Foto: Piton/Futura PressO padastro do menino, Guilherme Longo,  participar de reconstituição da morte de Joaquim. Ele foi responde a processo por homicídio triplicamente qualificado (22.11.13). Foto: Futura PressA avó materna de Joaquim, Cristina Ponte, durante o velório. Foto: Futura PressFamiliares, amigos e moradores de São Joaquim da Barra participam do velório do menino Joaquim . Foto: Alfredo Risk/Futura PressUm casal de brasileiros e sua filha de 10 anos foram encontrados mortos dentro de casa. Foto: Reprodução/FacebookA polícia suspeita de duplo assassinato seguido de suicídio por conta dos problemas financeiros enfrentados pela família. Foto: Reprodução/FacebookO motoboy sandro Dota foi condenado a 31 anos por matar e estuprar a cunhada Bianca Consoli. Foto: Futura PressMãe mata as duas filhas e comete suicídio dentro de casa, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressAmigas das adolescentes supostamente mortas pela mãe choram em frente à casa da família no bairro do Butantã. Foto: Futura PressGil Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão pelas mortes do pai e da madrasta. Foto: Futura PressAo ler da condenação do réu, o juiz se referiu a Gil Rugai como um pessoa "extremamente perigosa" e "dissimulada", já que tentava passar a imagem de "bom moço". Foto: Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressMaioria do júri concordou que o duplo homicídio foi cometido por motivo torpe, pois Rugai não se conformou por ter sido afastado dos negócios do pai. Foto: AEAnna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, madrasta e pai da menina Isabella, foram condenados por arremessar a menina do 6º andar do prédio onde moravam. Foto: WERTHER SANTANA/AEAnna Carolina Jatobá cumpre pena na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Foto: AEAnna Carolina Jatobá  e Suzane von Richthofen cumprem pena no mesmo complexo penitenciário. Foto: ArquivoSuzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá em Tremembé. Foto: ArquivoSuzanne foi condenada por participação no assassinato dos pais em 2002. Foto: Futura Press

A investigação afirma que possui elementos suficientes para comprovar que Júnior contratou "Pedrão" para matar Izabella e o casal de bebês. O crime teria sido motivado pelo fato de Matuzalém não querer assumir a guarda das crianças, que tinham apenas 40 dias de vida e foram mortas na cadeirinha na qual recostavam.

O caso
Izabella foi encontrada morta entre Ana Flávia e Lucas, no interior de São Paulo, na última quinta-feira (12), quando deixou a sua casa em Uberaba com os gêmeos. De acordo com as investigações da polícia, ela insistia para que Matuzalém, casado e pai de dois filhos, reconhecesse a paternidade dos bebês Ana Flávia e Lucas.

Matusalém Ferreira Júnior disse à polícia que não matou os filhos gêmeos, no interior de Minas
Reprodução/Youtube
Matusalém Ferreira Júnior disse à polícia que não matou os filhos gêmeos, no interior de Minas

Em depoimento na delegacia, Matuzalém contou que comentou sobre a insistência de Izabella com o amigo “Pedrão”, que mora em Sacramento, ao que “Pedrão” teria dito: “marca de encontrar com ela e fala que vai resolver, aí a gente dá um susto nela”.

Foi assim que o suposto pai dos gêmeos ligou para a vítima e disse que queria conhecer as crianças. Na quinta-feira, dia combinado, Izabella foi ao local determinado pelo suspeito, em Uberaba. Pouco depois de entrar no carro onde estava Matuzalém, entrou também no veículo “Pedrão”. Depois disso, eles seguiram para Aramina, que fica a cerca de 45 quilômetros de distância da cidade mineira.

Em uma zona deserta da cidade, ainda no carro, “Pedrão” executou a mulher com um tiro na cabeça, segundo Matuzalém. Depois disso, “Pedrão” desceu do veículo com os dois bebês, e o suposto pai conta que escutou dois disparos. O corpo da jovem, encontrado a cerca de 4 quilômetros de distância de onde foram encontrados os bebês, foi reconhecido pelo pai dela no sábado (14).

Já os corpos dos gêmeos foram encontrados nesta terça (17), depois que o suposto pai confessou o envolvimento no crime e levou os policiais para o local das execuções. Além dos corpos dos gêmeos, estava também no local a arma que possivelmente foi utilizada nos assassinatos.

Matuzalém está detido de forma provisória no presídio de Uberaba.

* Com informações de O Tempo

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